sexta-feira, 2 de março de 2012

Arremate e Derrame

Rarefeito são os teus olhos
Postos em disputa desleal
Na mesa da vida, sem rédeas, sem bera.
Eu sou qualquer ser,
não importam minhas importações
De mérito:
poeta,
 alto cardeal do clero,
presidente viciado em sedativos
Guru foragido do crime de enganar pelas soluções mágicas
Uma dose eterna de estar caminhando torto,
Conservação que mata
Não tem pra onde correr
O coração gela depois de tanto tempo condensado.

Solto e seguro pelo ar das concordâncias,
cheio de cordas no pescoço, angustiado de felicidade
Amado demais, irrelevante de qualquer pesar , 
olhando meu tumulo de” vamos viver mais um pouco”
Choramingando na madrugada, puto com putas imaginárias,
quero ser a síntese da foda impressionante,
o mais humilde dos assassinos,
o mais esfomeado dos insatisfeitos,
o mais apaixonado dos desiludidos,
 o mais empregado dos vagabundos,
o mais perdedor dos ricos
O mais atencioso dos vendados.
 É de tragar, de dosar o deradeiro destilado dos teus poros
(O pelinho saltitado, a água da quase satisfação, o massacre do tédio, a lista eterna de palavras que nunca  acabam!)
Não sei dizer,
nunca saberei toda vez que quiser analfamisticamente entender os quereres de ti espelhado em Ullises espelhando-se no mar que nos castiga,
Oh luar!
me diz alguma poesia,
transforma os passos tão previsíveis da sensação,
mastiga o meu querer,
 finaliza meus devaneios,
 mas dá o meu eterno descansar,
fecha a minha melancolia,
deixa aberto pra sempre meus olhos sem brilho!...
Reticêntia  algo pra alem do meu saber tudo...

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