quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Amálgama ou a última faixa do disco!

É sobre o tempo que muda
E eu que não vou com ele
É sobre a vida
Que tira sarro de mim, me dizendo:
- Não é assim!

É de todo o amálgama dos pobres-podres versos
De sublime beleza pelo meu caminho.
É dos risos falsos
Dos olhos incertos
Dos corpos em desejo
Da tempestade desobediente
Do nada surpreendente
Do frio cortante que seca
O meu coração
Dos meus tubos de sangue orgânico
Anunciando
que podem
parar a
qualquer
Instante.

Do prenuncio do outro dia sem mim
Finalmente
Sobre sumir no espaço
Sem avisar, sem mais cantar...

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