quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Amálgama ou a última faixa do disco!

É sobre o tempo que muda
E eu que não vou com ele
É sobre a vida
Que tira sarro de mim, me dizendo:
- Não é assim!

É de todo o amálgama dos pobres-podres versos
De sublime beleza pelo meu caminho.
É dos risos falsos
Dos olhos incertos
Dos corpos em desejo
Da tempestade desobediente
Do nada surpreendente
Do frio cortante que seca
O meu coração
Dos meus tubos de sangue orgânico
Anunciando
que podem
parar a
qualquer
Instante.

Do prenuncio do outro dia sem mim
Finalmente
Sobre sumir no espaço
Sem avisar, sem mais cantar...

Consumo

Vai nascer uma arvore dentro da minha barriga,-
escondendo-se da metrópole e do caçador ins-
ano. A arvore me tornará essência dela, cada v-
ez mais meditativo, cada vez mais olhos, silênci-
o, observância calada, compreensão do vazio,-
conexão perdida e achada com a natureza das-
coisas, deslocada do desvio que é o humano, fi-
nalmente arvore completa. 

Arriscado!


Ensaia a insanidade de amanhã
Você faz isso que é pra não pirar 
Você doseia o cotidiano
Engole com cautela a metrópole

Rosto sublimado pelo sonho
Foi o que estabeleceu resistindo:
A mentira poética tentada ser viagem
Afugenta tuas angústias do trabalho, do salário
Itinerário da mesma merda:

Você cansa
se não fechar os olhos ,as vezes,
e ficar pra
dentro de si um
Pouco guardado,
Um pouco louco comedido
Um pouco feliz e iludido
Sorri, segue, não te interessa
pelo que te dizem
De mal agouro e inveja operária

Não te convence a ficar parado
Qualhando o sangue das tuas pernas e vontades
Desregula o relógio e apreende o fluxo livre
Da eternidade, passeie meio louco, são, por entre os loucos iguais a ti.

Passam

Lá vão os corações partidos,
 partidos por alguém nobre que partiu
É lembrar,
pousar na eterna saudade o respeito e a falta
Seguir o funeral de olhos vivos e alagados
Seguir a vida incompreensível
Maximizar o sentimento e o nosso querer bem
Nunca o suficiente,
o que torna o coração demente!

Sem óculos


EU DEVERIA
ESCREVER PARA
UMA PESSOA
QUE PRECISA


...Ela! Só é imprecisão!

(escrever para o ser sem motivo no mundo, com medo e coragem de pular)

Via-reta


Eu Via reta
na direção dela
Veloz como
uma tartaruga

Eu Via reta
na direção dela
Como um monge

Nela
Eu via reta
Embasado da tristeza
E da tal certeza de mantos e mantos
Da solidão do Espaço

Eu Via reta
consumindo o
amor-das-coisas-todas-naturais
que só me chamam
pra ser Via reta.

Mas eu querendo te alcançar
E te consumir
Lúcido e entorpecido.

A Moon

Em qualquer porto do mundo
Absorveria essa noite
E me veriam como um louco,
No horário de pico do cansaço
Contemplando a lua

A lua, que só ela se sabe,
Ficando no céu
Tatuada todos os dias,
Revelando o momento da descoberta

O mistério que cobre a lua
Descubro olhando o céu

Vejo tudo escuro
E sou um cego abençoado
Porque o mistério descoberto
É a completa escuridão dos meus olhos
A pino ando atraído
Embriagado dessa certeza!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Minimalismo Musical

          vejam só essa música "Padeça Paciente" , autoral de Ramon Oliveira ( esse que escreve)