terça-feira, 2 de agosto de 2011

É o que chamam de Delírio de Retorno! (Acordes da madrugada)

Obs: Em cada acorde eu falava desAcordos em contato informal com o mundo debaixo de significados revistos para as Avessas do Desacordo!

I Acorde
Eu volto à inanição, motivo que tinha esquecido dentro da rejeição da linguagem que definem por poética. Eu! um mendigo sem identidade! Um cachorro louco! Um senhor que ouviu, ouviu sua voz num poço como o barulho daquela pedra que se joga para constatar a água, a vida.

II Acorde
A inanição, que é a beira da morte da fome, um tal êxtase simbólico, um filtro da Rotina em Ruínas me pede retorno mesmo a Esmo!

III Acorde
Tudo é muito bom! O ar puro dos corpos em imediata produção de células é muito bom e o tempo que vai gastando essa produção, Inanição! Muito bom até quando parar de ser. Ser por toda a vida é o que se deve ser!

IV Acorde
Forma de dizer bulhufas e discursos políticos: bulhufas!

V Acorde
Mar agitado no copo quase frio de café, entre a descoberta da boca racional que prevê o quê, o quê? Previsibilidade sensorial por entre as juntas das maquinaria do corpo esquecido humano . Lembre-se! Lembre-se! Repita tudo que vier a mente! Duas vezes! Para dar ênfase e não cobrir de esquecimento!

VI Acorde
Não durmi direito e agora vou constituir a música dos dias!

2 comentários:

  1. Ácido? adorei o 4° acorde!

    Muito show, abraços!

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  2. Ramon, com seus acordes, as palavras dançam no meu intelecto.

    Parabéns pelo poema!

    Até mais!

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