quarta-feira, 4 de maio de 2011

Silêncio Observatório de Constatação! ( porque aqueles brilhos espalhados no céu, que já comprimentam o dia e se despedem são irregulares para a toda eternidade noves-fora a racionalidade humana)

Ei péra lá
que eu não consigo me ouvir!
Mas,
Significados a parte,
Tudo é um grande silêncio observatório
E conturbado
E a minha vida aqui balança
Como uma corda bamba

Poesias sobre nada
sobram e não são Poesias
São escritos descritos
sobre nada que sobra das Poesias

Da minha impaciência,
Da minha euforia,
Da minha sonolência sonâmbula
Esticam-se as retinas para a realidade!
Algumas doses de felicidade
para a degeneração da geração
Para o giro sobre o próprio corpo adorado

O Planeta está na rota de algum pedregulho gigantesco?
Não!
São só os meus sapatos que atravessam a rua
Junto de outros sapatos apressados

Um pouco de café expresso,
A linha do transporte da madrugada,
Um cigarro que dá a Não existente segurança,
As mãos que tremem
por dentro
das próprias
Mãos futuras,
Porque a constatação do que se é,
Se tornará cada vez mais um martírio

Mas quem sou eu que amo?
E você que me salva?
Com o seu irracional-racionalismo-sobre-o-meu-corpo
quer que eu desista da desistência e veja você
Pois vejo, vejo, vejo e desisto!

6 comentários:

  1. Oi Ramon, tudo bem? quanto tempo que não passo por aqui, para respirar um pouco de literatura e realidade do dia-dia em seus textos...
    Pois bem, aqui estou, de volta para um pequeno desabafo... como sempre suas escritas contam um pouco de mim, um pouco do que sinto no momento, pois são pequenos goles de café expresso, para engolir e junto absorver dentro de mim a raiva da opinião alheia, e digerir a farsa importância do que sinto e acho de certos tipos de conversa... enfim estou passando por um momento delicado onde a paciência esta sendo minha única companhia.Querido amigo tenha dias iluminados e que Deus esteja contigo sempre. Abraços.

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  2. Ramon, o silêncio é mais poético do que a verborragia. Gosto desta recorrência.
    Parabéns pelo poema!
    Ah, estava falando com meu amigo Inácio Frota do blog Autobiografia precoce da esterilidade, ele me disse que te conhece pessoalmente.
    Certa vez, eu comentei aqui que vocês têm o estilo parecidos.

    Até mais!

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  3. que saudade de parar e ler estes escritos...pensar no não pensamento da nossa imaginação, sonhar com o nada e visualizar a realização do tudo.

    tu sabe neh ramon, aqui é o nosso lugar =]

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  4. Muito interessante o blog !
    Deixo o meu aqui caso queira dar uma olhada, seguir...;

    www.bolgdoano.blogspot.com

    Muito Obrigada, desde já !

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  5. senhor Ramom, continue escrevendo... jogando fora o que esta ai nessa cabecinha criativa e cabeluda. Sabe, eu te admiro por nao ter medo de escrever seus pensamentos... falar sobre o nada, questionar as definicoes impostas pelos homens... enfim, acho interessante seu modo de expressão, seus hífens...
    até mais poeta!

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  6. Gosto do gosto do nada, pois é o que me há de sobrar disso tudo.
    Muito belo poema.
    Abraço poeta Ramon!

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