quinta-feira, 26 de maio de 2011

Crizado e sem Fumos, Só com Iremos (Nós em Coro)

Crizado com a vida
Que mais se discute
Mais Nos aperta
o fio na Garganta
(o *quanto falta)

Crizado com Destino
Que não existe,
marcando sua existência
Por isso!

Crizado com o Acaso
E o Caso rejeitado da sua essência
Humana desgarrada!

Crizado com a Limpeza
Enjoativa dos móveis, salas de espera
Departamentos, funerais, e inícios de chuva!

Crizado com a Sujeira
Que entre um e outro se emenda
Atrativamente

Crizado com o Quebra
Cabeça das Ruas
Com as Mulheres semi-nuas
Protegidas por suas mãos, tuas, cruas

(O nu
inVeste
O Nu.
Inverte
o aqui Jaz acordado)

Crizado com os Bêbados
E as Putas Birutas Crizadas.

Crizado como os Loucos em Paz
num plenário de Loucura
do banco da Praça super-lotado de mim Indigente

Crizado com o próprio estado Crizado,
e do que é próprio dele
De quem se apropia

Crizado!
vigiando aquelas curvas da reta
Desconfiado de serem todas incertas
De Seres extra-festas-e-a-próxima-cena:
Um espelho, o meu rosto, a deformidade formada
Da Cidade-Fósforo-falhado
Quase esqueço o Crizado!

SUbentedido da Crise do nada acontecer,
Maréimundo de tudo.

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