domingo, 17 de abril de 2011

Muito Mundo sobre todo Mundo! (quando ouço Velvet Underground and Nico)

O que significa fazer letras de música?
Compor,
dar luz a letra obscura

E o vazio o que significa?...
E o
    vazio o
             que
             significa?...
                            E o vazio o
                                           que
                                           significa?...

Eu ando por aí e por trilhas iguais a minha
Vão muitos outros
Da sociedade
que não pulsa no peito

A pele de todo Mundo é muito dormente,
A boca de todo Mundo é muito fechada,
Os olhos de todo Mundo são muito sem brilho,
A Libido de todo Mundo azedará por não ser realizada

Não reina a mentira
Reina um oposto mais forte ao que a mentira era
E mais letal aos sentimentos,
um vírus mais forte por tanta imunidade
E nada parecido a versos livres
de algum verdadeiro sabedor do jogo das palavras
Vai ser tão importante daqui à uma hora,
Daqui à uma hora isto será lixo virtual
Que não precisará ser jogado no lixo,
E junto a tudo por aí, espalhado,
contribuirá para a forma sentimental
do Oco de todo Mundo.

Eu juro para o mistério  de Tudo
que quero fazer boas letras de música
Opostas ao vazio que todos no fundo sentem,
por isso mesmo essas músicas falarão de vazio,
de vazio,
e ficarão cheias de vazio!

Quero falar
desconhecidamente
do sol que de surpresa cega tudo
Constatando para o Mundo 
os seres humanos
e o pobre deslocamento que eles tem da idéia de poder,
Eu sou um deles, não sei de que deslocamento falo,
mas sei que ele existe!, ele existe!

Fora da existência dessas linhas deslocadas
,cheias de vontade de vida, de morte, e de intermediação de segredos
Quero simplesmente escrever boas letras de música

 ...que todo Mundo ecoe por ali, para que todo o Mundo ecoe por aqui, e depois ecoe pracôlá, onde estão minhas letras de música!

-Metafisica você me concede essa dança?

Senhoras e Senhores apresento os versos que acabaram de cumprir sua pena, são ex-presos, condenados  por terem assasinado a espera, em outras palavras, apresento os versos livres:

Queria escrevê-los no meio da chuva, sentir por completa essa confusão que tenho feito a respeito da metafísica, mas se fizer isso a folha se desmancha. Tudo se desmacha com essa chuva, até o peito aberto de um amante do amadorismo.
Olha tenho visto sombras esquisitas me cercarem, a sensação de alguem que não sai da minha cola, não tenho medo desta maravilha imaginativa, fico até alegre com a matéria que isso pode me render em escritos.
Calo minha boca: uma dessas sombras que falar comigo, eu creio em Deus!, ela me diz o futuro, eu creio em Deus! tudo se passa silenciosamente, eu creio em Deus!, epidermicamente eu creio em Deus, por Deus eu Creio em Deus!.
Calo minha mente e esses pensamentos conturbados. Vou ver a chuva cair...

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Teu corpo tem um Relógio (obs:repostagem)

“o Temporal chove a água do Tempo que não nos é, e a escorre para qualquer esgoto de Tratamento. Bebemos desta água tratada do Tempo”

-Que horas são moça?
-São 19 e 25 da Vida
-Não será esse o momento da Mudança?
-Foi a 25 Atrás-acho
-É?
Eu jovem
desta idade,
2 décadas e meia,
e sou todo rachaduras
mas me orgulho,
já sei que o Brasil foi “descoberto”
e que
a navegação hoje é InterNáutica
e que
têm Rapidez de Luz

-Que horas são moça?
-São 19 da Necessidade para-Trás
Respiro fundo,
me engulo
e saio Lúcido
de
mais
um
Dia
Espero não explodir em Outro
qualquer incontrolável
Espero aguentar oblíquo a Decadência
forte
dos
Nós

-Que Horas são Agora moça?
-Não sei mais!
Quebrou,
Parou ou é Inútil
Este tempo
E a escrita-talvez
Do querer dizer nada dizendo
Algo
Em papos e papéis

-Me dá teu telefone moça?
Ou
Vamos sair daqui desta Pressão?
De antes da queda do Temporal
Ou
Vamos nos abrigar?
Eu me abrigo em você e você em mim
Que o Temporal vai destruir
os Sonhos sem nossa cria
e Ele te dirá em Traços
tua Velhice Nova
e configurará tua falta
de Identidade
Estacionada.

-Recuso moço!
e me deixes em Paz
nesta Agoniança à meu gosto
Tenho e quero continuar a Ter
a Sede
Salarial
da Sede
e acho justo este fim de mês
na minha
Contra-Corrente.



(Cai o Temporal e há milhares de desabrigados
E soterrados pelo Solo não seguro.
E do amanhã não se sabe o que fazer)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

As aSCas eos XosiL... (antes de um AVC)

Quanta pressa para chegar-se em casa
pra chegar-se para chegar!
A Casa em mim é esta caixa funcional
Coordenando todo o meu sistema nervoso!
Vão-se pra lá as palavras,
legítimas trabalhadoras do sistema lingüístico
O expediente acabou
fica o vazio existencial
e a vontade de voltar pra Casa

que
Se Fodam
as Palavras
trabalhadoras
e a
Casa
Esperada!

Abaixo da casa, no Assoalho,
está o Lixo que sem pensar Ama-se

Lá em baixo
Lixo vai
pra casa
Lá pra cima vai-se,
foi-se a fio
e se voltarem poderão reiniciar em tempos de mistério
Lixo apaga-se?
                                             (Selecionar, botão esquerdo do mouse, apagar e esquecer!)

Esquecer, esquecer, esquecer, esquecer...
Lembrar só de esquecer...
Esquecer só de não lembrar, só esquecer...

ArQuistas AnarTistas

Ei bando imundo do Mundo
de futuro promissor
da promotoria dos sonhos,
não pensem um Nada
para ficar aqui a falar de Nada

Para serem Ectoplasmáticos
mantenham-se úmidos
sobres as paredes dessas ruínas,
Seus Corpos em ruínas.

Tentem abarcar a sensação
de não terem Passado por Aqui,
de SóS haverem PresenteS
Alguns Canais pulsando o sangue
e fazendo que continuem...

Não há obstrução das Suas veias artísticas
mesmo que estejam paradoS.