sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Amanhecer Dirigindo ( "Espero poder não esquecer de fascinar")

      Quem é de Manaus e curte rock de verdade, já deve ter ouvido as músicas da banda Espantalho que faz parte da cena underground de Manaus. O disco todo é muito bom, mas essa música ao meu ver é a melhor de todas. "Amanhecer Dirigindo" têm uns tibres melacolicos ao mesmo tempo que espira poesia das ruas sobre questões que são do interesse de todos nós. Um música sobre dirigir a si mesmo. 
     Aproveitando a deixa do blog do Orestes( http://marioorestes.blogspot.com/ ) que postou esse mesmo vídeo da banda recentemente, eu também ofereço a vcs uma audição da música e uma viagem com isso. O clipe por si só não têm tanta qualidade, porque para banda e para cena completa de rock em Manaus, falta mais organização e recursos( minha crítica pessoal da questão). Vejam o vídeo:                                      
                                                                                                                                           (empatia e até)

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Fábricas

Por que escrever? Essa trilha sonora vai muito alta. Minha alma queima no inferno anti-stress nesse exato...Distúrbio...margem!
      Por que escrever essas partes periféricas se sei que daqui a poucos anos terei a tal lesão por esforço repetitivo? Um motivo sobre o limo esverdeado onde caí de cabeça e sangro. Por que escrever? Ir juntando o “ver” a estas ações. Não me leve muito a sério. não me pese muito a sério. não meça!.Não Inutilize esta balança!.
      Fico sem questão resolvida e bem perto de mim as figuras de expressão vão re-sugando-se  em ossos. Dos ossos: restos de poeira. Dos restos de poeira: alucinação para resistir ao terceiro turno.


...madrugamente...

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Hey garota!, Hey Mulher! peço demissão de ser o Deus-Opressor desse mundo por você ter lapidado uma preciosa chave para nós Ou: Te dedico com o mais sincero dos sentimentos do meu coração.

Você é livre
Para seguir esta escolha
De Aprisionamento

E
Disto...

O bom é essa sua consciência dos atos,
Tão fechada dos olhos da malícia
O bom é saber que você é o dia
Que desejo como o ideal para o
Derramamento do sentir

O bom é essa conturbação
Na mente terrestre
De um humano:EUS
Esse tremor de terra,
Esse nascer de arvores de sonhos
Essa sua existência
Me devastando
Para a meditação direta
E concentrada nos seus olhos,
No seu sorriso, nas suas idéias
e atitudes

É um dever que sem saber ser conduz como um prazer
É uma preciosa chave de saída ou de entrada?
É um se fechar, trancar ou se libertar?
É um dever que sem saber ser conduz como um prazer

Vi o mistério do mundo fitando sua fronte
E a verdadeira consideração
Das lutas injustas dos homens-lobos
Vi o mistério contigo
transformado em uma Fonte
E lá haviam Crianças
brincavam de serem honestas
E assim eram!

E assim era tua liberdade
de passos constantes (sempre lutados)
Assim era A teu destino entregue
E tão crente do Amor,
Idéia sempre
mal defendida
Por Mins

E com tua chave ideal,
Tudo
Que se abre de ti
,como ser-autônomo,
Não cabe no Deus-político
Apocalíptico que sempre
Marginalizou
A vida que podemos ter

Eu era Deus...
e vou sendo em outros pés
E só eu que aos traços
E percepções Falo você
(Eu sou o detentor do poder!)

Só eu
Falo
Você?

Devo te
dar voz?
E sair
um pouco daqui?

Não!
Não vou
te dar voz
Você
já se deu voz ( por isso me encantei)
E não vou sair
um pouco daqui!
porque agora
vou te ouvir!

CalO...o Meu...FALO

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Ligação das Linhas Certas de Quem Escreve Torto (não ao contrário)

...Daqui a Amanhã Dissertarei Sobre:

As Novas revoltas; a literatura fragmentada; a música subterrânea; as pernas e braços em 3D; a ética blague; a natureza maculada; a distância entre dois pontos; o espaço da fotografia; a fome que nasce ao meio dia; a agonia; o que está na caixa de pandora; o que saiu da caixa de pandora; a revisão de Deus; uma espécie de apartheid cultural; a isenção dos fracos; o fogo-fato; a sanidade; a democracia velada; a ditadura calada; a ordem do que está disperso; a permissão à contradição; o descontrole; a inutilidade do filtro; o plástico; a plástica; a conservação; a tortura do léxico; a beleza da deformação; o estranhamento de tudo; o alento; o compromisso do outro, a utopia do compromisso, a necessidade à utopia; a programação alucinógena; o significado da psicodelia; a fragmentação dos conceitos, a liquidez que não sacia a sede; a necessidade do blefe; a duração das minhas possibilidades; o lugar nenhum, seus Imigrantes, suas deportações; o ontem; a despedida; a seca lacrimal; o abraço torto; a intimidade do contato; os vícios linguísticos; a eterna interrogação; a não-representação; a sensibilidade total: Primitivo; a grosseria total: Evolução; a não nomeação dos animais; o mito do centro do universo; o amor sem definições; o barulho ideológico; o improviso não modista; o sonho do prisioneiro e a sua prisão perpétua; a fedentina dos bons cheiros; a alienação; as roupas íntimas de luxo; a partilha da metade de um pão; a redenção de um assassino; a rendição dos assassinados; a questão das classes; o sacrifício; a criança violentada; o valor do zero; o meu encontro das águas: formal e informal; o povo de Manaus; o Porto; o mormaço; o frio; a gordura do final do dia; os sapatos furados; a existência de engraxates: os moleques, as feridas que eles apresentam nos joelhos; o turismo minimalista; a prosa dos ribeirinhos, dos velhos de interior, o sorriso que eles sempre têm; a nossa rejeição; o estereótipo; a paródia; o cheiro de sexo; a erudição; as entranhas; os miolos; um estendido no chão, os que olham; o atrativo; e todos os eternos conflitos combinando as notas de um instrumento infinitamente lógico ou casual.

...nego, afirmo, digo à ironia, absorvo e condeno, mas só Amanhã Disserto!
Este é o meu trono da impassibilidade!...

obs: pintei usando a tinta de Álvaro de Campos em "Adiamento"