quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O Diabo ao Ver a Humanidade Persigna-se (escrito de nada)


Num canto
está a Maldade
Sentindo-se fora de moda
Tão cabisbaixa de lhe terem
Furtado as funções

Antes seria
os Instantes de vaidade
movimentando cérebros
Autônomos do homem

Mas hoje
Não tem pra quem lecionar:
As artes do Engano,
da Traição,
da Mentira...
nem a Culpa é mais sua.

ah os Homens!
os ricos Homens Aprendidos
fulminaram a influência do Diabo
em seus atos

E o antigo Mestre das Trevas
posto triste num canto
sentiu o não-ter-objetivo
E temendo os seus aprendidos
persignou e clamou
a Deus
para ir ao seu lado

Os dois
Fugidos para
O Inexplicável-Existencial
estão de lá
em contantes resmungos
Ao Mundo

(escarram!
praguejam!
se abraçam!
se anulam!)

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