segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Fora-Metá-Di-SSonante : Perto-Des-Ti-Exist-Ir


“Pagavam a dívida que tinham com o Equilíbrio pelo Despertar” (através disso sentiam-se vingados, férteis: florestas futuras)

      Faz pouco Tempo que houve o grande Aparte. Dum lado rejeitava-se a natureza, de outro entregava-se a tortura sem fim do sem fim. Foi como explosão encomendada, que destruía monumento antigo e desimportante. A Explosão: os primeiros movimentos que se davam acordando. Na verdade era preciso pensar, de fato, no momento exato do primeiro espasmo: marca de quem dormia para quem ia acordando.
     Sentia-se a carapaça, sentia-se a força de expulsão, sentia-se a rejeição a este claustro, mas quão dolorido era ir sendo tudo aquilo: doía como o mar quando cria tempestades a fim de apresentar-se lúcido. Acordava-se, e os olhos sinalizavam para luz posição cada vez mais cômoda, e toda a sensação de Sonolência era de novo a Origem do mundo, que fora forçado a Existir pela força do Símbolo. Feria esta consciência! Eram flagelos inimagináveis contra a Natureza, eram golpes tão grandes e profundos, que junto à nova posição de vida vinha também, o constante risco da morte. Quando se ia acordando, forjava-se o Fim Eterno que ficaria em vigília e cedo ou tarde chegaria.
    Era...Era...Era Acordado, mas como queria nunca ter iniciado luta nenhuma que resultara neste Estado. Pensava Doido de Visão, em Costurar as Pálpebras e forçar uma volta ao Sono, mas toda vez o corpo pedia dose maior de rebeldia: dar um passo, dar outro, pulsar sangue, temperizar o calor e o frio... Ocultar o Primitivo... E de todas essas rebeldias a maior era sentida pelo coração, que não se encerrava apenas como o órgão de bombeamento que devia ser. Diziam que ele também concentrava a força máxima da vida nomeada: Amor (Roma declinando.), e que isto sim, era que alterara para sempre os demais órgãos, movimentos e presença do corpo.
    Ficará Acordado!... Pois esta é a condição fundamental da Razão, Razão que dói ossos, membros, cabelo: estação incoerente com prazos, demanda e utilidade.
    Marca de fim, Marca de início: Perdendo-se a Sonolência, perdendo-se a Isenção, o que resta? Liberdade e Escravidão.

obs: Acordamos e o que resta é ficar acordados na gravitacional existência de todas as coisas

3 comentários:

  1. Eu ainda não li ESSE texto,mas venho aqui com a maior cara de pau te pedir para que sigas omeu blog rsrsrs =P <3

    Chato da Pretinha,!☻

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  2. Ramon, parabéns pelo blog e obrigado por visitar o meu, deixar comentário e ser meu seguidor. Muito bom o conto. Tem realmente tirocínio e verve.

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  3. oi Ramon, dificilmente venho aki. Só quando vc posta algo novo> Aí ei venho dá uma bisbilhotadinha!! ;)Tow t mandando u selinho. Pega lá no me blog.

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