quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Teu Corpo têm um Relógio!

“o Temporal chove a água do Tempo que não nos é, e a escorre para qualquer esgoto de Tratamento. Bebemos desta água tratada do Tempo”

-Que horas são moça?
-São 19 e 25 da Vida
-Não será esse o momento da Mudança?
-Foi a 25 Atrás-acho
-É?
Eu jovem
desta idade,
2 décadas e meia,
e sou todo rachaduras
mas me orgulho,
já sei que o Brasil foi “descoberto”
e que
a navegação hoje é InterNáutica
e que
têm Rapidez de Luz

-Que horas são moça?
-São 19 da Necessidade para-Trás
Respiro fundo,
me engulo
e saio Lúcido
de
mais
um
Dia
Espero não explodir em Outro
qualquer incontrolável
Espero aguentar oblíquo a Decadência
forte
dos
Nós

-Que Horas são Agora moça?
-Não sei mais!
Quebrou,
Parou ou é Inútil
Este tempo
E a escrita-talvez
Do querer dizer nada dizendo
Algo
Em papos e papéis

-Me dá teu telefone moça?
Ou
Vamos sair daqui desta Pressão?
De antes da queda do Temporal
Ou
Vamos nos abrigar?
Eu me abrigo em você e você em mim
Que o Temporal vai destruir
os Sonhos sem nossa cria
e Ele te dirá em Traços
tua Velhice Nova
e configurará tua falta
de Identidade
Estacionada.

-Recuso moço!
e me deixes em Paz
nesta Agoniança à meu gosto
Tenho e quero continuar a Ter
a Sede
Salarial
da Sede
e acho justo este fim de mês
na minha
Contra-Corrente.



   (Cai o Temporal e há milhares de desabrigados
                      E soterrados pelo Solo não seguro.
                   E do amanhã não se sabe o que fazer)

2 comentários:

  1. gostei muito.. muito familiar!
    Gosto de tudo que você escreve por sinal...

    Grande Abraço
    TLT

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  2. Quando saber o que realmente esperar? a fúria da natureza encanta e deprime, a fúria de nossa natureza é a mais violenta e apaixonante de todas

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