sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Das Insignificâncias e Basta!

      Quem vê sempre o duelo de faroeste que se dá nos últimos dez segundos de cada passagem dos dias, sabe que nem o Hoje, nem o Amanhã recuam. Mas há o impasse, o impasse de ser o Ontem! Voltemos: estes escritos estão se repetindo à La Piegas!. Mas se não for isto será a realidade talhada em piso perfeito para pisar firme.
     Observem: Já tenho me cansado de pisar firme apenas. Quero poder aludir o vôo, o flutuar. Enganar a gravidade em Pensamento.
     Ave! (a que rodeia o céu)
   Deve existir aquela predisposição nossa de acreditar no inexistente?
       senão Nos perdemos?
       Nos condenamos?
-Sim, Sim, Sim, piririm, Sim, Sim! ( a ave responde avando)

    A Mágica! Que não se revele, fisicamente, em explicações para realidade. Comecemos agora mesmo a jogar no lixo todo este empirismo que fica vigiando as Portas, as Janelas, as Frestas, as Rachaduras, as Aberturas.
    O Louco! Aquele que te aborda. Não lhe tire a sensualidade da Loucura lhe diagnosticando nas caixas tarja preta. Ele é sim, um Cavaleiro a enfrentar Dragões, Gigantes, Bestas Engolidoras de mundos. Que ele ande aí, mais vestido do que nunca, com todas as suas vergonhas explicitadas (vergonhas não seriam, na verdade, aquelas partes que nós não cobrimos? Aquelas que traçam sorrisos e desprezos?).
    O Cego! Saiba que ele vê, inclusive vê que é subestimado, e enquanto nada nas águas tranquilas e negras da visão essencial, arquiteta momentos de apreciação dos sabores, dos saberes. Contacta planos superiores, lá na aparente inferioridade que lhe dizem.

     Hora dessas alguém já morreu no Bang-Bang Cronológico. Hora dessas alguém já é Ontem. Mas vale qualquer coisa esta Vitória ou Derrota? .Nada encerra totalmente! Retiro o que eu disse antes, e coloco esta “novidade” (leite qualhado) no lugar: Ninguém é Ontem, e todos carregam o fado da Vanguarda! Sabem a Vanguarda? Um batalhão de peitos abertos pra chumbo grosso, a primeira fila a Despencar. Pencas de Bananas que são!, ops!... perdão!, que Sou!
    Quando o sol se põe e os créditos sobem na tela, fica grudada na consciência coletiva, de forma inconveniente, a necessidade de Todos irem descansar por algumas horas que medem a Saúde. Nestas horas fica-se Fechado e com Olhos guardados nos Bolsos de trás de quem não têm Bolsos. Isto são os efeitos dos Dizeres, Dizeres Significativos. Algo como: -Vá dormir e Acorde! Ou: -Sabe como é o truque? É assim! Ou: -É um louco, cuidado! Ou -Não seja cego!. Já disse algum desses?
     Lá nas Cidades-Ruas onde vi a Mágica, o Louco e o Cego, também vi aquele que se enclausurava na dor de não poder apreender tudo: O EscreveDor. Era horripilante a sua matéria constituída: mondrongos e mondrongos de simbolização em sacrifício por causa maior: a alteração gravitacional da realidade, a diversão de poder levitar ou pelo menos de dar levitação.
    Para tanto, ele, o EscreveDor, precisava que, diariamente, o seu desejo se realizasse: O de todas estas significâncias se explodirem e irem ao Diabo lhe servir uma Coca sem Gás .As significâncias deveriam sumir da linha contemplativa dos Sonhos.

Mas Como?

Resposta:
Através
Das Insignificâncias.
A força para conseguir realizar esses seus desejos
Vinha
Através
Das Insignificâncias!
E Basta!


(Bons Dias
à Mágica-Loucura-Cega
de fugir aos objetivos diários
e tão muito bem explicativos,
para a confissão do sentir,
para a reprodução esfomeada
de quem tem pressa.)

Um comentário:

  1. "Já tenho me cansado de pisar firme apenas. Quero poder aludir o vôo, o flutuar. Enganar a gravidade em pensamento".

    Aai, eu tbm!!...

    ;*

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