domingo, 12 de setembro de 2010

prece blasfemática a tudo que até hoje foi construído

que divindades suprimidas em uma ou mais de uma permitam-me ser contraditório, para que possa representar a real projeção de meu espírito em todos os meus atos, porque creio ser o espírito alterável, incompleto e ingênuo perante a suspensão dos corpos todos.

que eu possa apalpar com volúpia o infindável-lexical, pois todo o sentido foge rápido demais quando percebido. Que nesta tara pecaminosa de tentar me expressar eu seja sempre pobre, mas que meus olhos fitem o talvez magnífico que é o inefável.

que eu fique entre o isento e o trágico, comendo a ponta dos meus dedos na busca do brinde codificado que são esses gestos que nada dizem, pois no querer dizer nada está contido o querer dizer, e neste ALGO.

que eu agradeça algum dia esta maldição...
que os olhos carbonizados de ver a verdade não sejam olhos meus, pois tudo é um pretexto para matar de forma enlouquecida aquilo que covardemente não matamos em nós mesmos porque não gostamos da dor.

que assim universalmente eu pense em não pensar, não há modo de não sermos egoístas com qualquer outra coisa não humana, pois neste pensar universal Penso e qualifico tudo. Necessito ser o valor significativo.

que eu finalize, corte a angústia de tentar convencer, seja dois em mim, ou três, ou seis, ou três de seis num abraço amável com a minha irmandade humana oposta: um tal  líquido  Bondoso que as vezes seco está, preso está, explodido está na revelação dos sentimentos todos.

...algo como um assim seja

...algo para resvalar de vez a minha mente...

Nenhum comentário:

Postar um comentário