domingo, 19 de setembro de 2010

O Fulminante do Coração! ( outro final para o Hamlet que escolheu não ser)


















O fantástico tomara as dores desta vida:
Por isso hoje suspiro a suspiro seria arrebatado
Fantasmas tocavam seus concertos para esta Epopéia
E o Herói covarde orgulhava-se além.
Chovia flores!
vislumbre total da queda
No chão todas murchavam
Os olhos para dentro, cerrados,
viam cores-unitas
Trovões vinham antes de raios!
Sedia a sanidade ao susto
          
-A pior das flagelações é a dos corações!-falava delirando.
e delirava falando:
           -Alter- ânsias, nância...
                 -Ego-nimo, pseudo...
                     -Id- e vê- o super...( tempo)
                         - Amo ainda e dói
-arrgggrrrrgggg....ugf...coof...( leve alívio)
-Minha carne descerá aos infernos?
-Deixe que desca!...( tempo)
-Ei você me ouve? Eu te sou!

 (Manicômio era a terra de seus habitantes os Alienistas)

Rápido demais as Lembraças falavam sem parar
e "As Coisas,Tristes,consideradas sem ênfase"
estavam a beira de serem livres
Indefiníveis
Consumava a evolução num.
Gravitacional vagaria
Falava as últimas a mente: -mor(te)derna, moderna...
Até que como um estrondo
Voz derradeira e volátil saida de qualquer "inspaço" decretou:
-Que não haja luz!
E a mente se apagou!

( o resto é silêncio...ainda é silêncio... continua sendo silêncio... agora é escuridão!)

Um comentário:

  1. Este texto me pegou, como quem convida para uma dança.Deu vontade de recitá-lo em voz alta, bem alta!Como no teatro que o ator fica com os olhos vidrados olhando para luz... as vezes penso que está olhando para mim... me senti assim agora!

    p.s: obrigada por ser uma das contas do caleidoscópio do Mutações.

    Grande Abraço.

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