quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Escapei da fuga do encanto (Tempo das Cigarras)

Já duram dias que ouço
o canto da morte
em qualquer uma dessas Cigarras que me perseguem,
É o tempo delas.

Dar ouvidos foi o que me orientou
a percepção do canto,
e de repente iniciadas
,Ininterruptamente,
elas vem pesar sobre o meu espírito.
Ainda não anunciam nada,
só sonorizam
presságios ou intuições.

É que Creio serem as Cigarras
responsáveis por Velarem
o estado Neutro
de um corpo já inútil
por apenas ser corpo,
e se encontrar sobre
imprecisos sete palmos de solidão,
depois de todos os vivos o terem feito
suas ultimas homenagens.

Entre as vozes e os sons das coisas
perde-se a audição
e as Cigarras parecem não existir,
mas elas sempre velam a neutralidade nossa.

Temeroso não deve ser
o encontro ao Canto
pois conto com contatos físicos(e extra)
para me convencerem estar existindo.

Selou-se!
Selou-se certamente!,
Selou-se em minhas impressões!,
Selou-se em ilusões!,
Selou-se o silêncio!

Um comentário:

  1. =) gostei muito!
    O canto das cigarras é um canto de vida/morte.
    Elas conseguem insitar este sentimento de vida e morte em nós também não é?
    pode-se aprender muito com elas, mas eu odeio o seu canto...

    Grande Abraço

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