domingo, 26 de setembro de 2010

Deve de ser Um Louco! Comentavam as Cabeças Gigantes. (sobre um que eu não vi e com todos os erros verdes ou podres)

                                  "galhos de goiabeira eram mais resistentes"

Adadadadadadadadadadadadadadadaddadadada...izzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz....adddaddadadadadad...izzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz...


Para o garoto que andava junto a precocidade do dia -sentindo os cheiros frios das coisas degelando da noite- o barulho vibrante do graveto a ponto de quebrar- que riscava o chão, as vezes deslizando, mas na maioria sendo travado e pulando por causa da aspereza do contato- era muito mais autêntico que qualquer pensamento que pudesse vir a cabeça. Era por isso que frenéticamente o garoto  conduzia o graveto e riscava um desejo de não destino. Ele tinha então seus 11 anos vividos com arvores verdes e sombreantes.

Aos 22, outras Cabeças Experientes olhavam agigantadas para ele e diziam quase como lei:
- Deixe as Ideias Amadurecerem!
E ele em pensamento, guardando uma finíssima linha de respeito pelos experientes respondia:
- Mas as ideias todas, já cheiram a podre de passadas.

Em 33 de matéria viva poderia começar a considerar que nunca havia sido criança. Era um passo para o inchaço da cabeça. Se vestia do dialogo plano e conformado para Subir, SUbir, SUBir, SUBIr, SUBIR...a médio-cr-idade

Os 55 começavam a tirar-lhe pedaços imperceptíveis da pele e mais rápido a produção ia se encerando. Como diriam num filme moderno : "Este não é mais capaz de suportar o entendimento da Matrix".

Aos 99 voltava, mas em tudo lhe haviam murchado por dentro. (subverta agora!)

 Enfim numa tarde do esplendor final de mais um fim do mundo- uma tarde que congelava esses dias longos de tão rápidos e que de tão gelados podiam depois servir como esfriamentos dos líquidos a serem tomados pela Eternidade- ele, aos olhos da inganância, viu arvores secas e seus gravetos que lhe sorriam revendo alguma criança profunda ali. Gritou de dentro do Homem aquele moleque vagabundo e despreocupado. E entendendo que o tempo não existia e sim existia era a perda de validade dos corpos, esse José “Drummondiano”(qualquer um) não se questionou- e agora?. Pegou uma das mãos “gravetadas” das arvores, e riscou o chão buscando a volta e o convite a uma dança de quem se acha de novo.
Graveto sendo travado e pulando nas mãos daquele sensível senhor e nos olhos condutores, Mares salgados e turbulentos iriam desaguar em Rios doces e calmos.

Adadadadadadadadadadadadadada...izzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz...adadadadadadada...izzzzzzzzzzzzzzzzzzzz...adadadadadaadadadadada.

obs: alguns olhavam aquele velho "enlouquecer" sozinho na via do Bairro

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Folhas em branco são O Verso-Uni ( de Coisas Tudo, de Tudo Nada)

Uma Linha Horizonte vem se riscando até hoje
em Reta se prolonga
nunca ,nunca se encontra...
Mas se formam Cubos aqui, e de dentro deles,
Protegidos, conjeturamos
A Linha passa e leva-nos sempre um pedaço
-Mas não nos falta nada!( gritamos)

A Verdade é que há muito houveram Curvas
E não contamos a primeira e agora há milhares
Parece algo que impregnado se pelifica em Nós
-Estamos realmente presos em Nós.

Cubos são na verdade Linhas,
E Corpos Cubos,
e Mãos Curvas,
e Olhos Horizonte,
Horizonte vai Linha e Ponto,
e Costas ou Abraços,
e Vida ou Morte,
e Felicidade ou Sangria,
e Vapor ou Água,
e Novas E Vias do Verso-Uni.

domingo, 19 de setembro de 2010

O Fulminante do Coração! ( outro final para o Hamlet que escolheu não ser)


















O fantástico tomara as dores desta vida:
Por isso hoje suspiro a suspiro seria arrebatado
Fantasmas tocavam seus concertos para esta Epopéia
E o Herói covarde orgulhava-se além.
Chovia flores!
vislumbre total da queda
No chão todas murchavam
Os olhos para dentro, cerrados,
viam cores-unitas
Trovões vinham antes de raios!
Sedia a sanidade ao susto
          
-A pior das flagelações é a dos corações!-falava delirando.
e delirava falando:
           -Alter- ânsias, nância...
                 -Ego-nimo, pseudo...
                     -Id- e vê- o super...( tempo)
                         - Amo ainda e dói
-arrgggrrrrgggg....ugf...coof...( leve alívio)
-Minha carne descerá aos infernos?
-Deixe que desca!...( tempo)
-Ei você me ouve? Eu te sou!

 (Manicômio era a terra de seus habitantes os Alienistas)

Rápido demais as Lembraças falavam sem parar
e "As Coisas,Tristes,consideradas sem ênfase"
estavam a beira de serem livres
Indefiníveis
Consumava a evolução num.
Gravitacional vagaria
Falava as últimas a mente: -mor(te)derna, moderna...
Até que como um estrondo
Voz derradeira e volátil saida de qualquer "inspaço" decretou:
-Que não haja luz!
E a mente se apagou!

( o resto é silêncio...ainda é silêncio... continua sendo silêncio... agora é escuridão!)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Poetas Marginais

Estava procurando a marginalidade poética por esses dias
E não a encontrava
Não atentei para a televisão ligada
e atentando
Vi o que procurava
Vi reais marginais
A serem indicados por câmeras e cenhos de reprovação
E eles na profundeza
Minando lirismo
argumentavam calando
E recebendo a execração cidadã

Ninguém percebia que naquele momento
As proximidades eram tão próximas que
Não haviam Margens
Mas por questão de definir o torpe
Se indicavam ali, televisionamente,
Os Marginais, e pediam-se os seus pronunciamentos

Eis que surgiria
a anunciação para a purgação alheia!
Os marginais guardavam no fundo de suas culpas
A identidade geral da poesia
E por assim dizer a chave de ouro
Das compreenções
E isto iria se justificar
Agora
No limiar das suas opiniões

Microfones, luzes, espelhos midiáticos
E a Ira dos cenhos bem
Insaciáveis

Um do bando
levantou a cabeça e assim acabou ficando
totalmente nu, pois o rosto era a única roupa que lhe
haviam permitido usar, era o início das punições
Este que levantou a cabeça anunciou
o lirismo marginal que todos esperavam
e com isso representou e foi o mundo

A beira dos microfones ele traçou um sorriso irônico
e sonorizou do fundo da alma um rosnar,
e alto todos os outros, compreendidos,igualmente
rosnaram para as câmeras acusatórias
não fazendo se entenderem

Ditavam socialmente a perspectiva
da arte
e assim foram poéticamente, verdadeiramente, humanamente
marginais, marginais, marginais.

obs: todos os outros sem se entenderem na poesia marginal, distaram-se!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Vá sina definir os males!

As razões espreitadas griparam!
E precisam Espectar a alta visão
Um remédio natural seria o não
Mas In bula oficial
descreve-se que melhores
Lugares, lugares comuns, resolvem
E não causam maiores incômodos.

Tá certo, vou andando por enquanto
com a vermelhidão
Dos narizes, elegantemente solucionado
E aos poucos me sentido aliviado:
O cheiro me volta como sentido
Entopimentos vão sendo sanados
Minha ida ao Lugar,
que têm impressão de volta
resolve-me.

Pequeno- peco
-Médio me equilibro
-Burguês me acuso
Saio disto?, saio não
Se sair gripo de novo.

domingo, 12 de setembro de 2010

prece blasfemática a tudo que até hoje foi construído

que divindades suprimidas em uma ou mais de uma permitam-me ser contraditório, para que possa representar a real projeção de meu espírito em todos os meus atos, porque creio ser o espírito alterável, incompleto e ingênuo perante a suspensão dos corpos todos.

que eu possa apalpar com volúpia o infindável-lexical, pois todo o sentido foge rápido demais quando percebido. Que nesta tara pecaminosa de tentar me expressar eu seja sempre pobre, mas que meus olhos fitem o talvez magnífico que é o inefável.

que eu fique entre o isento e o trágico, comendo a ponta dos meus dedos na busca do brinde codificado que são esses gestos que nada dizem, pois no querer dizer nada está contido o querer dizer, e neste ALGO.

que eu agradeça algum dia esta maldição...
que os olhos carbonizados de ver a verdade não sejam olhos meus, pois tudo é um pretexto para matar de forma enlouquecida aquilo que covardemente não matamos em nós mesmos porque não gostamos da dor.

que assim universalmente eu pense em não pensar, não há modo de não sermos egoístas com qualquer outra coisa não humana, pois neste pensar universal Penso e qualifico tudo. Necessito ser o valor significativo.

que eu finalize, corte a angústia de tentar convencer, seja dois em mim, ou três, ou seis, ou três de seis num abraço amável com a minha irmandade humana oposta: um tal  líquido  Bondoso que as vezes seco está, preso está, explodido está na revelação dos sentimentos todos.

...algo como um assim seja

...algo para resvalar de vez a minha mente...

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

1.A Cicatriz e a Ferida de um narcisismo que existe no lado esquerdo dos nossos peitos (a língua sobrevive assim)

1.1Conversa com o Vento (texto escrito a alguns anos de dias ou alguns dias de anos)

Gostaria de transcrever os meus pensamentos e nunca mais lê-los, nunca mais ouvi-los. O escrever serviria como uma fuga num dia de muito enfadamento do mundo. Mas em mim e em todos existe uma “medida de gostos”, os gostos que me promovem são os mais importantes. Sempre se sobrepõe o segundo gosto ao primeiro.
As pessoas "definidoras da vida" diriam de forma imediata demais( e  também como herança  cultural da moralidade clássica) que esse meu primeiro gosto seria humildade, mas queria perpassar a humildade,(ou egoísmo?) gostaria de nem pensar em humildade(ou egoísmo?), ser livre?, não!...não definiremos liberdade, vamos não tentar fugir dessa meta que deveria não ser estabelecida mas que na contradição minha estabeleço.
“Os gostos mais importantes” aqueles que me promovem. Falando sobre isso eu queira mais uma vez  talvez conflitar com o mundo. No plano da "objetividade" eu não estou mais!”

...risos... sisos...em homenagem a objetividade...

obs: talvez qualquer Lispector (original ou transmutado(a) ) esteja a beira de um lago  fumando: 1)viciosamente sua vida em cigarro metafísico 2)e em contemplação eterna da própria face refletida.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Escapei da fuga do encanto (Tempo das Cigarras)

Já duram dias que ouço
o canto da morte
em qualquer uma dessas Cigarras que me perseguem,
É o tempo delas.

Dar ouvidos foi o que me orientou
a percepção do canto,
e de repente iniciadas
,Ininterruptamente,
elas vem pesar sobre o meu espírito.
Ainda não anunciam nada,
só sonorizam
presságios ou intuições.

É que Creio serem as Cigarras
responsáveis por Velarem
o estado Neutro
de um corpo já inútil
por apenas ser corpo,
e se encontrar sobre
imprecisos sete palmos de solidão,
depois de todos os vivos o terem feito
suas ultimas homenagens.

Entre as vozes e os sons das coisas
perde-se a audição
e as Cigarras parecem não existir,
mas elas sempre velam a neutralidade nossa.

Temeroso não deve ser
o encontro ao Canto
pois conto com contatos físicos(e extra)
para me convencerem estar existindo.

Selou-se!
Selou-se certamente!,
Selou-se em minhas impressões!,
Selou-se em ilusões!,
Selou-se o silêncio!

Por favor uma Desconfusão!

a um ladrão, a um político, a um cidadão:

a Ética se preocupa com reflexão da Moralidade!

mas antes reveja as tradições!