segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Marco Zero (cúmulos acumulados na testa franzida)

e Ele fora ter um diálogo consigo
Instalado na aura das suas certezas
e Ele, segundo, era eu relevando

e Dissera que revoluções eram economicamente destruidoras
e Dissera que peões é que comandavam o jogo de xadrez
e Dissera ser ele mesmo um peão
Vamos então coloca-lo a frente dos chefes e ver

e Era tudo muito risonho e combinado
e A água ambiente me parecia corrente e viva
Pelo seu verde, pelo seu azul,
também pelo seu castanho
Mas tudo era de natureza morta
Constatada ao querer ser mergulhada

e Vagamente concordei com a vez passada:
Porque senão eu que sou todo vezes
perderia a dupla identidade de uma conversa de final de tarde
e Apenas Sins a me concordar, e Nãos a me apoiar as vontades!

e o Agora, sempre o agora:
Ao me por em conflito comigo mesmo cria o Marco Zero
e incita a raiva do eu de mim:
Ao ponto de me deslocar com violência
e de me ver a ser revolucionado

Mas entre as Horas,
só horas são permitidas
e suas passagens
e minhas viagens aos mundos,
Por apenas serem viagens!




   "depois de ter destruído a estabilidade
                                                            olho do topo da destruição
                                                                                                      o reinício"                                                                                                                           

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