quarta-feira, 14 de julho de 2010

Os elmos que cabem em nossas cabeças projetam o niilismo de uma consciência auto-destrutiva

quem sou eu abaixo: eu sou o ideal democrático dos resquícios letais de um regime militar... em sentido!

...Damos passos, sentimos o chão, uma questão de segurança para podermos seguir com toda a nossa forma de seres imperceptíveis.
Nos olhos vazios suspira a minha alma diluída em nada: e me protejo sempre das idéias da guerra, e do modelo das imposições, e da atração do conflito. Acabo, por mim mesmo, fechado no cubículo de tudo que nego. NEGO!, SIM.
As flores, os céus, os cheiros bons, as peles alvas e perfeitas, tudo em um cartaz anunciando o fim do mundo, é porque todos os "sujos" da realidade( os bandidos, as putas, os mendigos, os trabalhadores de distrito, as crianças grávidas, os palhaços cinzas, os jovens idosos amparados no preto, os loucos nús de cabelos cebo-emaranhados, os auto-antropófagos) esses e muitos outros constituem o nada de OFICIAL: nada nos meus livros, nada nos meus filmes, nada nas minhas músicas, nada nas minhas palavras, nada no meu coração.

...O TUDO MEU É O NADA TEU!

Um comentário:

  1. Caro Ramon,

    A Saucerfull of secrets foi um dos momentos mais iluminados do show. Obrigado pela sintonia.

    Se as coincidências do caos cósmico permitirem que a encontre, mande um beijo para minha sobrinha Clarice que está nesta maravihosa Manaus.

    Um abraço floydiano, buarquiano, beatlemaníaco, drummondiano, zeppeliniano, lispectoriano, etc.

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