quinta-feira, 29 de julho de 2010

Chego e Parto (da consciência para a inconsciência)

-Eu estou por aqui, e sempre estarei, não se importe com a possibilidade de nada ser igual quando houver o retorno

-Mas como eu não vou me importar? eu sei que depois dessa passagem tudo será fado e criação própria

- Só não se importe, pois essa é a condição de qualquer um que vive, respirar e aos poucos morrer envenenado

-Eu quero, eu quero, só isso, sem consequências, sem dedos na cara ou apedrejamentos, vou esquecer agora mesmo que tenho pecados.

-Não sofras, é só a partida, teu coração não será flagelado por causa disso, desfaça essa anunciação de perda e entenda tudo isto como uma grande piada.

-Enquanto eu descolo meus pulmões e enxergo pela primeira vez a luz exterior, tu estás perdendo as ultimas forças da resistência que me fazem nascer. Tenhas um pouco mais!

-Não!, Sorria para a beleza desse espetáculo, uns caem para outros erguerem a idéia da eternidade. Quem falou que somos mortais?

-Como vou perdendo a consciência nesse processo de passagem, recriando mais uma vez olhos da mais pura verdade?

- É a beleza do espetáculo e nunca ninguém ousará entendê-la sem estar envolto nela

-Não sei conduzi-la

-Estas no processo de condução

-Sinto!

-Já não sinto!

-Chego!

-Parto!

Um comentário:

  1. Denso demais. Gostei dessa parte: ''-Não!, Sorria para a beleza desse espetáculo, uns caem para outros erguerem a idéia da eternidade. Quem falou que somos mortais?''

    Tem post novo no blog.
    http://www.bluemonsterblue.blogspot.com

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