terça-feira, 20 de abril de 2010

Fissura na rotina ou o efeito de um ONTEM PRA TRAZ!



...COMEÇO... Primeiro penso na frase “ontem pra traz” frase que pensei ter ouvido Chico Science cantar no primeiro cd da nação zumbi. A verdade é que quis ouvir um “ontem pra traz” em vez de um “há um tempo atrás” (que é o que ele realmente canta). A minha reação ao pensar nesta frase é a seguinte: (e se preparem para a incerteza das estruturas, o dessentido de todos os modelos), o inferno sou eu, mas principalmente os outros e esse real “ontem pra traz”. Entenderam? Não! Explico agora: Vou de novo subjugar e devanear com vocês sobre o real, dessa vez será mais doloroso, mais intenso e fragmentado, vou lá, vou recomeçar a falar de mim mesmo (assim falo de vocês), mas tentem alinhar (Juntar as linhas) a ordem do meu pensamento, só tomem cuidado com a proximidade do CEROL cortante e dos seus respectivos pescoços. Começo agora:
...DESENVOLVIMENTO... Sou eu! Que estou sempre sugado ao pensamento desta nossa cultura moderna, e a bandeira com a “ordem e o progresso” contínua altiva e contraditória, e a bandeira do nosso estado é uma cópia fajuta da bandeira dos Estados Unidos. Somos patriotas de algures e nenhures!
São vocês! Formando a nossa trincheira: diploma, emprego, casa, carro, conceito... Não abrem mão!...É tudo que nos resta, e as crianças buchudas, sujas, famintas, mortas continuam a coexistir comigo, conosco!
É a mídia! Ela tem um paletó, ela tem um otimismo (das faixas etárias), a mídia tem um glamour e a ditadura aceitável do conformismo, e lá vamos nós, somos braços segurando em barras de ferro, emaranhados e pedindo aos berros silenciosos: Conforto! .Suados como porcos, porcos derradeiros da sociedade dos bichos de George Orwell.Mas! Ainda sim, há sorriso! E se este sorriso sai do rosto iluminado de uma moça qualquer “preconceituosamente interessante”, para o meu alívio, isto é a minha esperança, mesmo na sociedade dos bichos, mesmo na ditadura da mídia, mesmo na coexistência da morte, mesmo na perpétua ordem e progresso, a moça é uma fissura na rotina, fissura mínima, tragável ainda pelo caos, mas sagrada, exorcizante. A moça e seu “imaculado” e atraente sorriso salvam-me a pele!
...CONCLUSÃO... É! ... O “ontem pra traz” adicionado a minha câmera da realidade do hoje imediato contribuiu para que eu pudesse inserir a coexistência de nossas duas realidades similares. POR FIM, Digo: Amigos!...Amigas!...Animais racionais! A lógica não é a minha espada, quanto menos o meu escudo, talvez ela seja a minha cruz! Carregada com gritos de dor, que pedem rendição que não querem salvar para depois serem incompreendidos. É isso! A lógica de tudo isto aqui, é a minha vontade de sofrer, vivendo o “ontem pra traz” e o daqui pra frente incerto, onipotente e revolucionário!

OBS: Isto tudo não passa de um espírito dadaísta mal digerido, e que a minha vontade me forçou a mastigar, enfim gerei um monte de recortes de minha memória,se apeguem a isso ou não!

Um comentário:

  1. suas memórias? talvez isto seja a memória de todos nós, aqueles que sempre se deparam com estas situações!!

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