terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Ao Ano Novo um Ovo-De-Novo ( eu sou os Dias, eu sou os Graus Térmicos, eu sou a Contagem Regressiva do Regresso)

Eu sei que está frio lá fora, sinto e até adiciono que:
Aqui dentro também congela, mas o calor é dos infernos na vida externa que aos poucos rejeitei: o calor que faz a convenção dos contimentos, das continências, dos condimentos, das conferências. Que gelo que conserva a carne vanguardista que repete a decadência?
Olhem! Na Virada estarei a desarmar um tal Big-Bang patrocinado por empresas terroristas da felicidade. Cortarei os fios positivos: positivos a minha ânsia de corta-los ,desativa-los. Quando os cortar  me sobrarão os negativos, mas a tal explosão acontecerá do mesmo modo.
                             
                                                           Fogos em nossos
                                                                  Artifícios
                                                            no céu de nosso
                                                                     Véu!

Renovação do trato, um contrato entre demônios. Será num dia qualquer que passará para outro dia qualquer: o mesmo cão-imundo-homem-com-fome-e-corte-de-morte-na-ala-da-festa amanhecerá jogado na sarjeta pedindo Carnaval e mais entorpecimento engarrafado.
Me ocorre falar de esperança e do seu cheiro azedo.Quem suporta? Um humanista sem senso nenhum de realidade? Discutam isso no ano que Vêm-Indo!, tomem na cara a identidade nossa, procurem ali entre a vazia explicação dos sentimentos que obrigatoriamente precisam preencher nossos corações de décimo-terceiro-a-décimo-terceiro.
Que maré, que surto, que afogamento, que ressaca, que percepção de quase-fuga., que pena .O Zero da contagem remarcará tudo outra vez e surgirão novas chances de perder de novo-no-ano novo.  A isto um  prêmio: um Ovo podre que é uma vida quase-viva e morta.
Ainda que uma feia e frágil flor amarela tenha nascido na rua e rompido o asfalto fui admirar meu precipício, semblantado e inexpressivo, nos cristais quebrados que são a desistência. Reflexo ao revés da vida que posso vir a ter.
Adoro beijar o risco sem correr risco nenhum. Adoro a metáfora. Adoro o ritmo da minha insuportável-agonia-suportável. Adoro decorar os meus votos desatentos. Adoro dores e odores, de longe, no meu seguro-cubículo-de-cordas-tensas-e-bambas. Adoro ir matar minha fome de idéia e de comida e jogar no lixo tudo que gulosamente a minha vaidade não quer mais.
Um desejo? Um sonho? Uma extravagância? Esta então:
"Estar recomeçando cada vez mais velho os caminhos tortos que são a existência, mesmo cuspindo todas as constituições falsárias do Nosso(me desculpem!...)do meu perfil, e indo recolher as peças cuspidas para seguir"

Obs: Dado o dadaísmo, dado o dia...hoje tudo congela por dentro, mas exterior a mim tudo queima e breve, breve só cinzas restarão desses dias anteriores.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Distendido por entender ou Sou Humano Racional

Entendi que não vale a pena
Nossas Almas de qualquer tamanho
são pequenas.
Não vale:
a pena,
a caneta,
as teclas,
as cordas,
os dedos,
os neurônios,
o Outro,
o outro-Outro,
o náufrago,
a náusea,
a desistência,
a inoperância,
a máquina,
a distância,
a lógica,
o se,
o sono,
o silêncio,
a vadiagem,
a cidadania,
a anarquia,
e outras filosofias,
o próximo dia,
e o claro ou escuro...

Não valem apenas,
diante dum Grande Segredo
que não Existe
para nós facilmente entendermos


obs: Entendi não entender, Segredos não-Segredos que fugiriam a esta simbolização( de segredo, de mistério, de código, de comunicação humana) para serem realmente grandiosos.
Corpos completamente dissolvidos:
O Nada Infinito e Dilacerante:
Nós inexistindo, indo, indo...

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Monólogos dos Transeuntes ao Pé do Meu Ouvido!



obs:Julgamento antes do Ano novear-velhacamente.

1-Crime pra Pena

TOQUE, Toque,toque... toque,Toque, TOQUE...to-que-oque-to-que...
-Quem é o Chato insistEnte a me pertubar?
-É a sua Vergonha, vim lhe Salvar, abra agora!
-Agora, Agora estou Ocupado tricotando o meu Dia,um Dia...

2-Procissão da Purgação-Sagrada

-O que esperava?
Cruz na encruzilhada?
A peste negra não voltará para nos salvar
Deus não chora em chuva,
Não pisca em raios,
não grita em trovões
Tateia o intacto seco, oco,
morto dos nossos corações.

3- Sentença ou Sacrifício-hobbie

-Estas a ver em que dera esta Gastadeira?
-Sim!, num pobre esgotado que escorre por Esgotos
-Sabes ser eu esse aí?
-Este aqui e ali?
-Sim! Este que usou toda a cor do seu mínimo léxico!
-Sei e Revelo e Acuso este a ser tu, do crime de ter bastado apenas o Sim e o Não, e a inutilidade desses dois-doces-determinados-e-facilmente-degustáveis. O resto fora Vaidade que reconheço ser uma necessidade, mas nem por isso foges a execução da tua Pena.
-Que vexame! EnContrastes minhas Verdades!
-Guilhotina! Etiqueta! Troça! Linchamento! para o vagabundo que é você aí neste Espelho...

(ninguem em parte alguma a não ser tu = eu = tu = eu = tu...)

o Estar-Estátua e o Crime-Fuga

Se pensa pela Sociedade
                      Ocidental um
                      Acidente: dizer-se
                      Ciente de toda a forma do Viver:
                      Civil-Idade
                      Servil-Idade

Tenho um Punhal
                    Oculto para o teu
                           Estômago Político
                                     oh Sociedade!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Fora-Metá-Di-SSonante : Perto-Des-Ti-Exist-Ir


“Pagavam a dívida que tinham com o Equilíbrio pelo Despertar” (através disso sentiam-se vingados, férteis: florestas futuras)

      Faz pouco Tempo que houve o grande Aparte. Dum lado rejeitava-se a natureza, de outro entregava-se a tortura sem fim do sem fim. Foi como explosão encomendada, que destruía monumento antigo e desimportante. A Explosão: os primeiros movimentos que se davam acordando. Na verdade era preciso pensar, de fato, no momento exato do primeiro espasmo: marca de quem dormia para quem ia acordando.
     Sentia-se a carapaça, sentia-se a força de expulsão, sentia-se a rejeição a este claustro, mas quão dolorido era ir sendo tudo aquilo: doía como o mar quando cria tempestades a fim de apresentar-se lúcido. Acordava-se, e os olhos sinalizavam para luz posição cada vez mais cômoda, e toda a sensação de Sonolência era de novo a Origem do mundo, que fora forçado a Existir pela força do Símbolo. Feria esta consciência! Eram flagelos inimagináveis contra a Natureza, eram golpes tão grandes e profundos, que junto à nova posição de vida vinha também, o constante risco da morte. Quando se ia acordando, forjava-se o Fim Eterno que ficaria em vigília e cedo ou tarde chegaria.
    Era...Era...Era Acordado, mas como queria nunca ter iniciado luta nenhuma que resultara neste Estado. Pensava Doido de Visão, em Costurar as Pálpebras e forçar uma volta ao Sono, mas toda vez o corpo pedia dose maior de rebeldia: dar um passo, dar outro, pulsar sangue, temperizar o calor e o frio... Ocultar o Primitivo... E de todas essas rebeldias a maior era sentida pelo coração, que não se encerrava apenas como o órgão de bombeamento que devia ser. Diziam que ele também concentrava a força máxima da vida nomeada: Amor (Roma declinando.), e que isto sim, era que alterara para sempre os demais órgãos, movimentos e presença do corpo.
    Ficará Acordado!... Pois esta é a condição fundamental da Razão, Razão que dói ossos, membros, cabelo: estação incoerente com prazos, demanda e utilidade.
    Marca de fim, Marca de início: Perdendo-se a Sonolência, perdendo-se a Isenção, o que resta? Liberdade e Escravidão.

obs: Acordamos e o que resta é ficar acordados na gravitacional existência de todas as coisas

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

EstaDesEsperadoSemPreMoniçõeSeCria

“-(H)Ouve gritos?
-Está tão submersa a audição”


Um peso gravitacional que não é resistível
O dos pés grudados ao chão, andando, parados,decepados
Almas penem este corpo sem motivo!

Fico trancafiado a liberdade de ficar trancafiado
Vou de terno ao palco de execução me executar
Fundar mais uma vez a razão humana

Sei dos olhos que não estão ali
Que fogem a melancolia da natureza pensada
Olhos vendo tristezas que são felicidades
que são tristezas que são felicidades que são olhos...

Perdão pai não amei a natureza como o alien que deveria ser
Fui ser humano desumanizado tendo poros que dissolviam
Pinturas expositivas da nossa vida, belos quadros
Belas Formidades em formol

Desilusões abateram-me
Cansaços de matéria nova
Ou o simples adoecer
de atitudes saudáveis

Nenhuma loucura se quer,
tudo são graças combinadas
Em bastidores

Neste momento
Vão me propor corta
Corta esse filme caseiro
E desnecessário
e também os amores
Que foram fora de tempo

(vou...
cortar...
caminhos...
rastros...
espaços...
brechas...
salvações...
condenações...
pequenos barcos naufragando
e dentro pequenos barcos parando permantemente
em portos...podreficarei...depois disto melhores momentos)

sábado, 4 de dezembro de 2010

as minhas Janelas alteradas, não Fechadas ( foi você ou fui eu por você)

"Exitiam janelas vidradas intactas na minha alma, eram a minha sustentação, eu podia abri-las e fecha-las quando quisesse, mas por qualquer pressão externa ou interna os vidros se quebraram. 
Agora Há vidros quebrados por todo o meu ser, e sabe-se que vidros quebrados espalhados produzem feridas se mexidos. 
São disto esses cortes e também a permanente abertura destas minhas janelas. Entram fortes tempestades a todo o momento, inundam tudo e depois secam sobre a força destruidora de sóis que sempre surgem no horizonte. Não contenho a permanência da natureza que continua a invadir e devastar. Quem quebrou estas minhas janelas? Eu ou Ela?
Só queria uma reversão deste quadro, uma reversão que não cansasse tanto. 
Por isto a Vontade de estar em outros espaços, espaços onde desconhecidamente andasse sem destino"

   
                                                          Você distante
                                                        Atirara a pedra
                                                          Tudo porque
                                                            Te Atentei
                                                                 Três
                                                               Vezes:
                                                           Na primeira
                                                   Com os olhos de encanto, 
                                                            Na segunda
                                                      Como um demônio
                                                            Na terceira
                                                                Com
                                                                Estes
                                                               Traços
                                                            Definitivos
                                                           Da ausência.







quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O Diabo ao Ver a Humanidade Persigna-se (escrito de nada)


Num canto
está a Maldade
Sentindo-se fora de moda
Tão cabisbaixa de lhe terem
Furtado as funções

Antes seria
os Instantes de vaidade
movimentando cérebros
Autônomos do homem

Mas hoje
Não tem pra quem lecionar:
As artes do Engano,
da Traição,
da Mentira...
nem a Culpa é mais sua.

ah os Homens!
os ricos Homens Aprendidos
fulminaram a influência do Diabo
em seus atos

E o antigo Mestre das Trevas
posto triste num canto
sentiu o não-ter-objetivo
E temendo os seus aprendidos
persignou e clamou
a Deus
para ir ao seu lado

Os dois
Fugidos para
O Inexplicável-Existencial
estão de lá
em contantes resmungos
Ao Mundo

(escarram!
praguejam!
se abraçam!
se anulam!)

domingo, 28 de novembro de 2010

Trans-Torna ( me demolindo sorri)

O Gosto da manhã
não me eleva
me Amarga,
me Transtorna,

sufoca
os pensamentos
calmos
do fim das noites

O Cansaço de
Matéria
não existe
mas e o da Alma?

(Apreender
teu cheiro suave
Hipnotizar
em todo o teu Corpo

Não te dizer
meu amor
para não estragar tudo
Te querer e acordar
Vazio de ti.)

(Teus Olhos...Olhos...não dizem...dizem...afundam-me)

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Isolation de Bocas e Ouvidos

-Estamos a Surdar!
-O quê?
-Surdar!

-Não!
Estamos a Falar
Porém baixo demais
-O quê?
-Baixo quão um Não
Falar!
-Onde nossos Ouvidos e Vozes ficaram?

-Na Estação das Percepções?
-Que passou, passa ou
Passará!

Ido em algum lugar não sabido ( aqui e ali)

Eu não estou aqui
Neste espaço
Aguado e fraco
Que respira

Pairo fora
Quero acreditar nisso!

Este sem vontade de vida
Não sou eu
Este dormindo acordado
Sem cansaço, sem sonho
Não sou eu
Este corrompido e opulento
Não sou eu

Pairo fora
Até voltar a me ser...

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A Profundeza das Roupas e seu Círculo de Limpeza e Sujeira

                                   ...ao
                                              grunge 
                                                que 
                                                não
                                              existe...
                                         kurt is dead!  
                               
A roupa que têm para amanhã
Estou sujando hoje
Ela é mais branda,
E a preciso agora
Que ninguém me olha

Amanhã
Dou a justa roupa encardida
Da mesmice ao dia
Ao gosto de renovação,
Ao cheiro de
Shopping-Sentenciado

Mas queria
era
Estar
Pelado
Sem
Saber
Isto,
Uma
oposição
Ao
estar
Vestido

(uma roupa para cada Interesse)

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A uma Estatística (um conhecido de brincadeiras de infância)

                                                ...Do Pó ao Pó
                                               À Reciclagem
                                                               À Transformação
                                                               Ao Ciclo...

 Tua alma não será julgada!
Nosso acaso perante os fatos
Penitenciará o cotidiano
E tudo ficara Arado
Para o teu corpo-fertilizante

Da força que ouve nas tuas mãos
Para planejar o fim,
Da Coragem de não olhar para trás
E Pular amarrado a decisão,
Sobrara apenas a Síntese da vida:
Braços tortos
E cabeça roxa

Talvez não te tenha faltado o Ar...
E sim tenha havido excesso dele
E esse excesso
Viera em violência
Atropelando
O sonho da Felicidade
Expondo doses fortes
Demais
De Realidade
Quando
Se estava fraco
Demais
Para
Ser Humano

Mas Tudo ficará bem,
Jovem suicida
Jovem das lágrimas
E do fio de sangue
Na boca


                                                               "fatos valiam muito
                                                              agora não valem mais
                                                                    fatos agora
                                                                  são tão banais"

sábado, 13 de novembro de 2010

Cumprindo o Desafio ( Jogo dos Sete)

A senhorita Pâm Garden do Blog: Aquilo que vem do escuro (desde já recomendo) me desafiou a participar de um jogo que particularmente foi difícil para mim, e que por isso está sujeito a redefinições constantes. Confiram aí!

Obrigado querida Pâm e o desafio está cumprido!

obs: Geralmente não sou sintético nas definições e por isso vocês verão tantas linhas para coisas tão simples que eu não sei simplificar.

obs2: sou eu ai embaixo? o talvez é certo!

7 coisas que eu tenho que fazer antes de morrer

Montar uma banda de Rock and Roll  “Experimental”
 Viajar pelo interior do amazonas, Brasil e Exteriores (prioridade:interior do Amazonas ou Recife)
 Quem sabe escrever um romance ou compilar meus escritos em uma forma Amadora com páginas numeradas.
Construir uma Biblioteca e disponibiliza-la.
Fazer trabalhos de pesquisa que misturem música, cinema, literatura, lingüística e sociedade.
Questionar com o maior número de pessoas as idéias de: Ditadura Camuflada, Fascismo Convencional de nosso cotidiano, Indefinição da arte e...e...e...
Buscar-tentar-preferir-viver “dez anos a mil do que mil anos a dez” nos moldes de um “Epicurista Triste”

7 coisas que eu mais digo

Até mais ver (?) (!) (...)
“meu irmão” ou “Senhorita!”
Eu penso que...
Abençoadas palavras Chulas comedidas pelo estado sentido (palavrões!)
Geralmente canto: “Caía a tarde feito um viaduto, e um bêbado trajando luto, me lembrou Carlitos”
Precisamos Tocar aquelas músicas.
Já ouviu?, já leu? Já viu?


7 coisas que eu faço bem

Cantar amadoramente (atualmente tentando alcançar os rasgos da voz de Litle Richard)
Tocar amadoramente (atualmente tentando pegar os rifs viciantes de “Jonnh B. Goode” de Chuck Berry)
Emendar cordas quebradas.
Conversar (interagir)
Fazer brincadeiras e piadas Nonsenses.
Criar dores de cabeça de pequenas implosões de pensamentos acumulados (isto quase sempre se resolve com 36 gotas de dipirona sódica)
Usar sempre e limpar sempre ,os meus Óculos (meus olhos reais são os da opacidade, o da miopia crônica)

7 defeitos meus

O da impaciência.
O da Falta de atenção.
O do "matraquismo" compulsivo.
O da “certa” Timidez.
O do esquecimento.
O do sedentarismo físico.
O do pessimismo e esperança num mesmo espaço de intenções!

7 coisas que eu amo

A família grande e cheia de histórias.
A música (ênfase ao rock and roll)
O Conhecimento.
A respiração dos meus pulmões e a Aurora.
Tambaqui Assado com muita farinha da Ova.
As “dissonâncias” Subversivas da Natureza.
A relativa Liberdade, mas “Consciente” ( o questionamento!)

7 qualidades

Busco ser:
Persistente.
Responsável.
Reflexivo.
Carismático.
Espontâneo.
Sincero.
E Vivo

7 pessoas para fazer o jogo dos sete

façam se tiverem vontade de fazer o pequeno-jogo-grande:
Renata Targino ( Serenas Firmezas )
Isadora ( Lamento de um blue )
Nicole Carneo ( Uma mente um universo )
Anne Lucy ( Atestado do Óbvio )
Rodrigo Feitoza ( Medo de Ser Arte - Você só sabe chover! )

Todos estes blogs eu recomendo!

Abraço, Empatia e até!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Não a Palavra te Darei ou Há escritura-leitura nas Coisas?

                                                                       “É sempre bom Lembrar
                                                                           que um copo vazio
                                                                                 Está cheio  
                                                                                     de Ar”  (um Francisco BuArqueado)

Um Oco preenche
minha cabeça
Percebo que eu,
Alfabetizado,
Hoje não concluo
um Equilíbrio
Palmas À alfabetização... (clap,clap, clap, clap, clap...)
(A, E, I , O , U
“ÃO” de sofrer o poder da Irrelevância)

Tenho Lido
e Lido muito
e entendido Nada,
Absolutamente Nada                           (clap, clap ao Nada?.)
e Este é o produto
mais glorioso
da Aversão

(Para acertar
Distorcidamente
preciso ser
distorcido-(de)mente)
-Filetes de consciência saiam daqui!
Levem todos os meus Papéis
com vocês!

Quero ser Primitivo
Não mais quero Ler
Posto que
,também,
Não haverá escritura-leitura
nas Coisas?

(obs: existem as coisas e a metafísica das coisas: os nossos papéis) 

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Devanear o Vir a Devanear e Sentir Vergonhas Horrendas, mas Honrosas

...(é Falso!)

Sei que Sou,
Bom em outras Coisas
Que não essas,
As Coisas
(é Falso!)

Espero nesta Esquina a Vontade
Mas será que ela já não passou por aqui?
O que me degrada é o que te degrada?
(é Falso!)

Panis et Circensis e as pessoas não estão
Mais "na Sala de Jantar"
Foram passear
Há um Sol lindo lá fora
para quem não Sabe!
(é Falso!)

Têm alguém na caverna?
Deixem eu entrar por favor!
Posso até chorar se vocês quiserem!
(é Falso!)

Querias tu,
que Eu fosse verdadeiro
Mas não resistes nem a um prólogo
Desta Verdade.
Agora adeus à Deus
E ao jardim do Éden
(é Falso)

Despertadores tocam amanhã
Voltarei que o RecenteMente!
(é Falso)

O mundo começa-se
Moluscamente em conchas
Em rastejo de tempo
(é Falso)

Antigo espírito que nos Habita,
Habita por aqui para espantar
Para brincar
Para ocultar sobre-naturalidades
(é Falso)

O Falso se diz resistente as trocas
Clandestinas de sentido
Ao tráfico constante dele mesmo
Em Falso para Real,
Comercial,
Teatral,
Primordial
E muitos outros “aos”
De queda,
de dor,
de sofrer agonizante
“aos” gritados em “ahhhhhhhhh...”
(é Falso)

O Falso
Funda-Mental-e-Corpo
e disto
se deu
Nós
,a Espécie,
Os Centro do Universo,
Microscopicamente
não Vistos
Anti o Anti
e   Sendos.


(não é
Falso, nem Fossa
É Força de expressão!...Trocadilhos
                                     Truncados
                                     Como Troco
                                     Do trato!)


obs: ouçam a música Panis et Circensis da Banda Mutantes, como intertextualidade desse texto

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Duas Formas Discutiam! (e Marte imponente)



-Ora Gitinho, és apenas Gitinho e Frágil (falava o um para o outro)
-E tú Maceta, Macetão e todo Atabalhoado (falava o outro para o um)

E a carga de tamanhos foi massacrada pela não compreensão de estarem
apenas vagando inexistentes numa Via Láctea. Mal sabiam que iriam ser sugados, 
pressionados e explodidos se tentassem, com o tom atrevido que tinham, ultrapassar os limites de Marte.

obs
ver do amazonês
gito ou gitinho: pequeno
maceta: grande



terça-feira, 26 de outubro de 2010

Sobre os Desertos (Eles,Elas-Nós-Eu nos Caminhos!)

Há Ida!
E Vão,
e Ida,
e Vão,
e Ida,
e Vão,
E Volta!

(Em vão
a Vastidão
MinÍma...
MinÍma...
e TrucIda)

Nano-Retrospecto-Romântico refletor desta Suspensão Poética

Aproveito esse Suspiro interno,
um vento, ventania,
que por dentro destrói a segurança,
a ansiedade,
o gosto por entre o gosto,
a vontade de encerrar o Cronômetro,
de estourar o terminal sentido-térmico,
Para Lavrar o meu Interesse:
Que dita verdade e dita mentira!

As veias querem pular para fora
ou o sangue está muito quente
Quem bombeia o Ato Humano Irracional?

Não há Tontura,
Há Visibilidade e Correria
Há uma Paz coberta de Calmaria
Contradição de Estados!

(As flores lá fora,
ainda irão brotar
Quisera eu largar
de tudo
E vê a força que
minhas sementes
impõem)

Demorou Tanto tempo!...
Tanto tempo!
Mas hoje tenho a Coluna
que sempre quis
Ando curvo e ofereço
a minha Submissão!
Donzela!
Ofereço
a minha submissão!
Ofereço certa Torre,
Certa Quimera,
E você Modernosa,
Não se deixa Iludir
Por toda esta
Suspensão Poética!

domingo, 24 de outubro de 2010

Reunião Extraordinária

Tudo é tão rápido
que não alcanço o Nascimento da Novidade
Ela não nasce, Aborta
Precoce suspira uma vez
e se despede
nunca anunciando chegar

Posto à frente
das mesas de uma
Reunião Extraordinária,
velando o feto Natimorto da Novidade
Falo como
Todo Mundo
Um
Corpo Uniforme,
que se diria Sumo,
Resumo,
e que antes fora talhado.
Mas a importância do diálogo
Que sempre faço
Ficara
nos
      Fiapos
              Cortados,
    nos
                Miolos
    Rejeitos,
    nas
              Beiradas
Raspadas,

Esses, Os restos,
de lá do chão sentenciam
o seguinte
que
não se
Seguirá:
-A Tragédia hoje é não haver Tragédia
Que todos
são
Hábeis
Engolidores
E a política atual
É a das
Goelas
Que filtram
toda a Aspereza

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Das Insignificâncias e Basta!

      Quem vê sempre o duelo de faroeste que se dá nos últimos dez segundos de cada passagem dos dias, sabe que nem o Hoje, nem o Amanhã recuam. Mas há o impasse, o impasse de ser o Ontem! Voltemos: estes escritos estão se repetindo à La Piegas!. Mas se não for isto será a realidade talhada em piso perfeito para pisar firme.
     Observem: Já tenho me cansado de pisar firme apenas. Quero poder aludir o vôo, o flutuar. Enganar a gravidade em Pensamento.
     Ave! (a que rodeia o céu)
   Deve existir aquela predisposição nossa de acreditar no inexistente?
       senão Nos perdemos?
       Nos condenamos?
-Sim, Sim, Sim, piririm, Sim, Sim! ( a ave responde avando)

    A Mágica! Que não se revele, fisicamente, em explicações para realidade. Comecemos agora mesmo a jogar no lixo todo este empirismo que fica vigiando as Portas, as Janelas, as Frestas, as Rachaduras, as Aberturas.
    O Louco! Aquele que te aborda. Não lhe tire a sensualidade da Loucura lhe diagnosticando nas caixas tarja preta. Ele é sim, um Cavaleiro a enfrentar Dragões, Gigantes, Bestas Engolidoras de mundos. Que ele ande aí, mais vestido do que nunca, com todas as suas vergonhas explicitadas (vergonhas não seriam, na verdade, aquelas partes que nós não cobrimos? Aquelas que traçam sorrisos e desprezos?).
    O Cego! Saiba que ele vê, inclusive vê que é subestimado, e enquanto nada nas águas tranquilas e negras da visão essencial, arquiteta momentos de apreciação dos sabores, dos saberes. Contacta planos superiores, lá na aparente inferioridade que lhe dizem.

     Hora dessas alguém já morreu no Bang-Bang Cronológico. Hora dessas alguém já é Ontem. Mas vale qualquer coisa esta Vitória ou Derrota? .Nada encerra totalmente! Retiro o que eu disse antes, e coloco esta “novidade” (leite qualhado) no lugar: Ninguém é Ontem, e todos carregam o fado da Vanguarda! Sabem a Vanguarda? Um batalhão de peitos abertos pra chumbo grosso, a primeira fila a Despencar. Pencas de Bananas que são!, ops!... perdão!, que Sou!
    Quando o sol se põe e os créditos sobem na tela, fica grudada na consciência coletiva, de forma inconveniente, a necessidade de Todos irem descansar por algumas horas que medem a Saúde. Nestas horas fica-se Fechado e com Olhos guardados nos Bolsos de trás de quem não têm Bolsos. Isto são os efeitos dos Dizeres, Dizeres Significativos. Algo como: -Vá dormir e Acorde! Ou: -Sabe como é o truque? É assim! Ou: -É um louco, cuidado! Ou -Não seja cego!. Já disse algum desses?
     Lá nas Cidades-Ruas onde vi a Mágica, o Louco e o Cego, também vi aquele que se enclausurava na dor de não poder apreender tudo: O EscreveDor. Era horripilante a sua matéria constituída: mondrongos e mondrongos de simbolização em sacrifício por causa maior: a alteração gravitacional da realidade, a diversão de poder levitar ou pelo menos de dar levitação.
    Para tanto, ele, o EscreveDor, precisava que, diariamente, o seu desejo se realizasse: O de todas estas significâncias se explodirem e irem ao Diabo lhe servir uma Coca sem Gás .As significâncias deveriam sumir da linha contemplativa dos Sonhos.

Mas Como?

Resposta:
Através
Das Insignificâncias.
A força para conseguir realizar esses seus desejos
Vinha
Através
Das Insignificâncias!
E Basta!


(Bons Dias
à Mágica-Loucura-Cega
de fugir aos objetivos diários
e tão muito bem explicativos,
para a confissão do sentir,
para a reprodução esfomeada
de quem tem pressa.)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Ser Deus Punitivamente

Ser Deus Punitivamente
é ver as Gentes e não conter todo o poder
não descer
não ter forças para ser qualquer
Fraco Humano

É ser imortal vendo
inclusive
as Rugas do Infinito
e não as suas

É não sentir o gosto da
vivência-da-sobrevivência
e do valor que
quase sempre se consegue por isto
É não se Doer nunca
e não Saber pois já se Sabe

O Deus Punitivamente
Decai altivo sempre acima,
no máximo de tudo:
Esgotável e por tabela Tedioso

Garoa ou o Depois da Nordestina (Quanto ao Futuro)

“para a minha Imaginação e desconsiderando estar mexendo em cadáveres já consumidos- o de Rodrigo SM, o de Maca, o de Clarice- Perdões!”

Depois que Macabéa morreu
toda vez que chovia
Era Ela
em infinitos líquidos
de sentir descendo
pelo Céu
Sempre sentira um não-sei-que
mas nunca houvera alguém para entender
quando até Deus se anulava

SIM!
Ela só sabia chover Olímpico

(Sobra depois da Hora da Estrela!)

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Teu Corpo têm um Relógio!

“o Temporal chove a água do Tempo que não nos é, e a escorre para qualquer esgoto de Tratamento. Bebemos desta água tratada do Tempo”

-Que horas são moça?
-São 19 e 25 da Vida
-Não será esse o momento da Mudança?
-Foi a 25 Atrás-acho
-É?
Eu jovem
desta idade,
2 décadas e meia,
e sou todo rachaduras
mas me orgulho,
já sei que o Brasil foi “descoberto”
e que
a navegação hoje é InterNáutica
e que
têm Rapidez de Luz

-Que horas são moça?
-São 19 da Necessidade para-Trás
Respiro fundo,
me engulo
e saio Lúcido
de
mais
um
Dia
Espero não explodir em Outro
qualquer incontrolável
Espero aguentar oblíquo a Decadência
forte
dos
Nós

-Que Horas são Agora moça?
-Não sei mais!
Quebrou,
Parou ou é Inútil
Este tempo
E a escrita-talvez
Do querer dizer nada dizendo
Algo
Em papos e papéis

-Me dá teu telefone moça?
Ou
Vamos sair daqui desta Pressão?
De antes da queda do Temporal
Ou
Vamos nos abrigar?
Eu me abrigo em você e você em mim
Que o Temporal vai destruir
os Sonhos sem nossa cria
e Ele te dirá em Traços
tua Velhice Nova
e configurará tua falta
de Identidade
Estacionada.

-Recuso moço!
e me deixes em Paz
nesta Agoniança à meu gosto
Tenho e quero continuar a Ter
a Sede
Salarial
da Sede
e acho justo este fim de mês
na minha
Contra-Corrente.



   (Cai o Temporal e há milhares de desabrigados
                      E soterrados pelo Solo não seguro.
                   E do amanhã não se sabe o que fazer)

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Olhares que se Querem Nus (à Infante uma Dedicação)


A Infante
rejeita toda esta Distorção
A massa sonora muito significativa para o mundo caótico
A Infante só quer brincar
Soltar frases desconexas comunicando a inocência
A Infante quer ser Infante
sem datas
Sem a responsabilidade de entender o Sofrimento

A Infante que acorda e vê estes dias sem cores
Vira-lhe as costas,
e vai abraçar os seus Amores:
Mães, Pais, Avôs, Avós, Irmãs, Irmãos,
Humanos de criação
(E se não os têm?)

Em linhas Gerais:

À Infante que inventa
novas forças de resistência apenas rindo sozinha
À Infante que fala a milhares de Imaginários Seres,
e crê porque de fato eles existem
À Infante imune a exposição dela mesma
em vitrines infindas
À Infante ansiosa pela brincadeira
rica de liberdade
À Infante que quando cai
quer alguém para lhe afagar as lágrimas
À Infante
que não resiste se têm fome
À Infante
que se comunica com os Animais
À Infante
que não têm Portas Celestes a sua frente,
que Tudo é aberto para ela

À esta Infante que Espera do Mundo
Mais Esperança e da Esperança
Mais Infância
Dedico a nossa promessa de Regresso

Obs: Em algum lugar, dos mais miseráveis, uma criança chora
fora do tempo de chorar
(eu pergunto aos nós em nós:Porque?)

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Undergrounds Apocalípticos ou Os Ratos: Entidade Omnisciente


O teu Bucho consome
Industrialmente os nutrientes
do resto subproduzido
de uma promessa de Céu
Existe uma não entendida
Extensão,
em nossas vidas,
das valas que tu percorres
E lá há lama
e só a lama é pura,
só a fórmula da poluição
excrementa o
Cotidiano,
tritura os Dramas,
dissolve os Aliciamentos
E tu reinas por esses espaços
que são o resumo de nossos planetas íntimos

Almejas a carne podre
que anda por ai viva
E só tens crescido com a população
Com as guerras à prestação
Com a tecno-fome
de um zilhão de instrumentos
disponíveis

É teu
o Privilégio de
Caminhar após a Explosão Nuclear
sobre o Quadro distorcido de nosso Amor:

Membros lá, Cabeças acolá:
O indício mais presente das
nossas Ausências,
Ausências não transcendentes
Não Salvatórias

Síntese em pêlos
De olhos de sangue
Que Só os Ratos
são a Verdade
Contida em Solo
Subsolo...Avante!

sábado, 9 de outubro de 2010

Os Balões de aniversário de quem não nasceu, os balões apenas! (fala a morte aos precipícios de rostos e razão)


Sou órfão da criação
É o que estes nervos me dizem
Há minha carne?

São as pontas dos dedos inutilizadas
Que passam fome
Estas unhas nunca sujam?

Acho que esgotou a fonte
e fonte esgotada é abismo
de sorrisos? de sarcasmo?

há ação Cênica e só,
e até Cínicos são Cênicos
Se fossem apenas cínicos
salvariam a humanidade
mas se mostram produto
dum canibalismo geral.

Destes corpos nervo-ossos
Destas cargas elétricas das
Células
Desta perda imponente
de nossas pontes, Sinapses
Forma-se diariamente
Uma ração,
um Óleo de reparação,
e Um contrato Prostituto
Que prevê algumas
coisas como:
Casas, Carros, Pênis,Vaginas,
Muros e um Ódio disfarçado
Em Omissão

Sei que o stress do caos cotidiano
é A Inflação:
Estes Balões tão frágeis
Que pesam nos seus cordões
e nunca murcham,
pelo contrário,
Só inflam mais e mais

São Balões que seguem
a moda das Roupas
Vendem muito
Pois
A Morte têm bom papo
-Mas quem os compra?
-A própria Morte oras!
-mas quem os encerra?(os estoura)
-A mesma Morte oras!
E quem me fala?
- A Morte...oras!
-Já me busca?
-Não, quem me busca é você por esta Vida.
Eu só estou aqui para assistir ao Espetáculo.
Gosto destes Balões, do conjunto de carnes e nervos,
da euforia de vocês, da inflação, das cordas, do
Estouro final...tenho Agulhas aqui!

PAC, PAC, PAC, Punk?, pouco!, PAC, PEC!,PEC!, Pec!, não PEC e...
BOOOOOOOOOOOOOOOOOOOM
BOOOOOOOOOOOOOOM..., BOOOOOOOOOOOOOOOOOM...
VUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU...

-ATÉ Atômicos tomam as formas plásticas destes balões!
(a morte sorrindo e com óculos para visão 3D)

-Parabéns para vocês, nestas Datas queridas
Muitas felicidades,
muitos anos de Vida
(Canta a morte E sai andando)

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Nas madrugadas (eles ladram pois ladrar é mais afetativo que morder)

Os meus Cães ladram aqui dentro
Pirentos!
E lambem as feridas que qualificam
O não-pedigree e a liberdade
E constante
(a) -Mente
Estão no Cio
Causal da visão
e do porque

E se Dormem Todos
eles já
Se Põem a Latir
Com Ignorância
para Incomodar
as formas formadas
das Almas

(Não ficarão Presos
Estarão pois,
em permanente
estado de ameaçar)

O Encontro Informativo

Observei os gestos de uma ruborizada
De uma nervosa delicada e autêntica
Ela levou as mãos aos cabelos e soltou
Percebi,
Atentei,
e fotografei isto
Na mente
E agora me roda esta imagem

Passaria por mim
se não tivesse a chamado
para me orientar
E assim meio assustada,
com olhos e boca
e mãos delicadas e bem feitas
me indica
ser no fim o lugar

O fim era ali,
no instante da indicação.

Devo mais que rápido te apagar
Senão corro o risco da embriagues
Dos tontos,
dos ridículos
Pois estamos mais distantes
Do que próximos
Bela transeunte sem-nome

não quis dizer

Comia lixo
Corria risco
Intragava-se
Travava-me
Laudava no:
Fincava em:
Cumpria com
Cumprimentos
Compras
Deste
Dente dava dor
Não da gente

Gravava a vida
em grutas
engravidadas
gritava grave
e o som salvava
sendo-se só,
salgado,
sanado surtado

até chover
e o chato chapelado
chamar em pingos
pontas precavidas
de projeção.

Recebendo o Sentimento

Que hoje me ocorresse
de sentir a instabilidade
de quem sente
Como um punhal
cravado no ponto fraco
que sustenta nossas forças
O ficar tonto,
sem perder a compostura,
sorrindo e continuando a não
dizer
Verbalmente
Num cúmulo de saúde,
receando
a doença

Dejetar é ser
e Não há bem estar
em todos a dejetar
e ser

...Confundia
o ar rarefeito.

Me parecia que
uma amargura subia a garganta
e voltava ao âmago do estômago

Algo como
um acumulo de contradições
líquido-meio-qualhadas
do tempo

Fungo
em breve
seria aquilo
e por dentro
gritaria a necessidade
de viver
na morte

domingo, 3 de outubro de 2010

Câncer de pele dá alma (sobre um sol negro, não-metafísico)

A Dor se mostra
no escrever como Português
Que Português que sou
É no falar em Português
Que é em português que falo
Escrevo e Falo
nas
Identidades
E me crescem pêlos(poros)
no rosto
E eu (as) corto e (as) avivo.

Das identidades já me afasto um pouco
Desta cultura de estar sempre disperso
Pensar em mares navegados
Já pensados

E toda uma terra estendida
se rende,
se ergue,
Se Cria,
mente o Mito de Origem da nossa glória
Será que suo esta carga da Herança Conquistadora?
Ou Será que suo este Fracasso?
Porque olho a pessoa dita menos compreendida
E ela não cavou em si
Poços Profundos
Mas vive feliz
Mastiga-se e vive

Diga-se:
O Amanhã é Anacrônico!
E Vejam que futuro bom
meus irmãos insaciáveis!


Haverá melhor novidade
Que saber que toda novidade
É a banda de apoio de uma marcha
Passando o tempo?

Vou me investigar porque sei de algum Delito escondido
Finjam não ouvirem que é o não-delito
Que é o não-pecado,
que é este convencionalismo gordurento

Por um momento,
que não existe,
tudo muda,
Tudo cala,
um controle universal se ativa
E a linguagem do silêncio se instala
Desses segundos-quase
se abre a possibilidade
De uma compreensão maior

Por um momento
Queima na pele Apolo
Maior que o sentido
E Abre a mente

Hoje não observo marcas
Só cascas consequênciais,
Mas existe afetação mais densa
Será a glória da Conquista?
A Herança?

Transpiro o câncer do futuro
e sorrio nas fotos
Transpiro o câncer do futuro
E sou um templo impaciente
Transpiro o câncer do futuro
E no agora epidérmico tudo está intacto!

É porque dói demais
morrer queimado
vez por vez
E no tempo das sombras que seguem
Onde se vá
sabe-se haver excesso
De luz
e não
de escuridão

                     
               (O sol
                sempre
                se põe
                aos luso-brasileiros
                como quem
                não gozou
                o prazer
                intenso
                da evaporação
                total
                das certezas)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

o Dia Triplo no Descanço de um desesperado (vamos nos alegrar pois o sinal abriu, e o Amarelo da atenção é irrelevante)


Os punhos fechados movimentam a lâmina
Fechado também é todo o coração
Porção de indiferença anestesia a dor
Jorra sangue!
é lindo!
Vida que se esvai e o suicida ébrio do mundo
Pensa e escreve no ar a mesma frase
-Pai porque me abandonastes?


A porta aberta revelou a silhueta do retornado
O semeador pródigo,
Há tempos semeou esse desesperado e sua própria dor
Maldita corrida vencida de espermas!
Depois dos Rostos em confronto
E do pedido de perdão de um, e da negação de outro
Houvera grande impasse
Amargava a arma de execução do filho
Dívida à dívida pesava a penitência de ausência do pai
no pedido de - Não me mate!


Na hora do disparo
a voz com o ódio e com a arma
também gritou:
-Pai porque me abandonastes?

(o Crânio do semeador esfacelado no chão e as ações espatifadas)


A criança ,pré-adolescente, suava dormindo
Queria acordar
havia lido partes do evagelho de João
e mergulhava
em pesadelos de suicídio e de assasinato.

Os olhos estavam inundados
desde antes de dormir:
Quando a mãe sofrida tentara explicar
O motivo da ausência do pai
Da nem existência,
pois o coração não batia por isso
Batia pela falta,
a falta lotava os sentimentos confusos
Do garoto

E Jesus ecoava a frase enigmática da humanidade
na cabeça do menino
-Pai porque me abandonastes?
O garoto pesadelovivia:
Ia sabendo o que era morrer...
Ia Sabendo o que era matar...
Mas antes de ser tomado completamente
Pelo desespero
Fugiu desta fuga de sonho
E aos gritos alarmou a mãe

Depois  no colo materno
houveram os cheiros macios da segurança
e de seu Útero não germinado,
seu Útero vazio,
seu não-Útero.

Havia o amparo e a proteção dos monstros a serem criados
Agora Dormia bem, muito bem... Sonhava...
              
                   -Sonhara/que/era/bemmelhor/doqueera/masacordara (chamava a metrópole e os traseuntes)


O menino tinha o cansaço de Três Dias em Uma Noite,
da sua viajem com qualquer entorpecente,
Pois acordou verdadeiramente Sozinho
e aos sons de carros passando em cima,
na ponte,
Sobre travesseiro-pedra-papelão,
Na macies da terra,
Na faísca do sol alto.

Arrastava Cruzes que não eram suas
e não esperava mais,
e não Via promessa
via só o sinal Vermelho,
e já de pé,
oferecia miséria pelos vidros dos carros
e no Verde do siga sem ver
se oferecia em salvação
e estava pronto,
pronto para de novo sobreviver.


...Não via promessa, via processo, via a via.
- Se eu não morrer vou viver( não cantarolava sinfônica(mente))

domingo, 26 de setembro de 2010

Deve de ser Um Louco! Comentavam as Cabeças Gigantes. (sobre um que eu não vi e com todos os erros verdes ou podres)

                                  "galhos de goiabeira eram mais resistentes"

Adadadadadadadadadadadadadadadaddadadada...izzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz....adddaddadadadadad...izzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz...


Para o garoto que andava junto a precocidade do dia -sentindo os cheiros frios das coisas degelando da noite- o barulho vibrante do graveto a ponto de quebrar- que riscava o chão, as vezes deslizando, mas na maioria sendo travado e pulando por causa da aspereza do contato- era muito mais autêntico que qualquer pensamento que pudesse vir a cabeça. Era por isso que frenéticamente o garoto  conduzia o graveto e riscava um desejo de não destino. Ele tinha então seus 11 anos vividos com arvores verdes e sombreantes.

Aos 22, outras Cabeças Experientes olhavam agigantadas para ele e diziam quase como lei:
- Deixe as Ideias Amadurecerem!
E ele em pensamento, guardando uma finíssima linha de respeito pelos experientes respondia:
- Mas as ideias todas, já cheiram a podre de passadas.

Em 33 de matéria viva poderia começar a considerar que nunca havia sido criança. Era um passo para o inchaço da cabeça. Se vestia do dialogo plano e conformado para Subir, SUbir, SUBir, SUBIr, SUBIR...a médio-cr-idade

Os 55 começavam a tirar-lhe pedaços imperceptíveis da pele e mais rápido a produção ia se encerando. Como diriam num filme moderno : "Este não é mais capaz de suportar o entendimento da Matrix".

Aos 99 voltava, mas em tudo lhe haviam murchado por dentro. (subverta agora!)

 Enfim numa tarde do esplendor final de mais um fim do mundo- uma tarde que congelava esses dias longos de tão rápidos e que de tão gelados podiam depois servir como esfriamentos dos líquidos a serem tomados pela Eternidade- ele, aos olhos da inganância, viu arvores secas e seus gravetos que lhe sorriam revendo alguma criança profunda ali. Gritou de dentro do Homem aquele moleque vagabundo e despreocupado. E entendendo que o tempo não existia e sim existia era a perda de validade dos corpos, esse José “Drummondiano”(qualquer um) não se questionou- e agora?. Pegou uma das mãos “gravetadas” das arvores, e riscou o chão buscando a volta e o convite a uma dança de quem se acha de novo.
Graveto sendo travado e pulando nas mãos daquele sensível senhor e nos olhos condutores, Mares salgados e turbulentos iriam desaguar em Rios doces e calmos.

Adadadadadadadadadadadadadada...izzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz...adadadadadadada...izzzzzzzzzzzzzzzzzzzz...adadadadadaadadadadada.

obs: alguns olhavam aquele velho "enlouquecer" sozinho na via do Bairro

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Folhas em branco são O Verso-Uni ( de Coisas Tudo, de Tudo Nada)

Uma Linha Horizonte vem se riscando até hoje
em Reta se prolonga
nunca ,nunca se encontra...
Mas se formam Cubos aqui, e de dentro deles,
Protegidos, conjeturamos
A Linha passa e leva-nos sempre um pedaço
-Mas não nos falta nada!( gritamos)

A Verdade é que há muito houveram Curvas
E não contamos a primeira e agora há milhares
Parece algo que impregnado se pelifica em Nós
-Estamos realmente presos em Nós.

Cubos são na verdade Linhas,
E Corpos Cubos,
e Mãos Curvas,
e Olhos Horizonte,
Horizonte vai Linha e Ponto,
e Costas ou Abraços,
e Vida ou Morte,
e Felicidade ou Sangria,
e Vapor ou Água,
e Novas E Vias do Verso-Uni.

domingo, 19 de setembro de 2010

O Fulminante do Coração! ( outro final para o Hamlet que escolheu não ser)


















O fantástico tomara as dores desta vida:
Por isso hoje suspiro a suspiro seria arrebatado
Fantasmas tocavam seus concertos para esta Epopéia
E o Herói covarde orgulhava-se além.
Chovia flores!
vislumbre total da queda
No chão todas murchavam
Os olhos para dentro, cerrados,
viam cores-unitas
Trovões vinham antes de raios!
Sedia a sanidade ao susto
          
-A pior das flagelações é a dos corações!-falava delirando.
e delirava falando:
           -Alter- ânsias, nância...
                 -Ego-nimo, pseudo...
                     -Id- e vê- o super...( tempo)
                         - Amo ainda e dói
-arrgggrrrrgggg....ugf...coof...( leve alívio)
-Minha carne descerá aos infernos?
-Deixe que desca!...( tempo)
-Ei você me ouve? Eu te sou!

 (Manicômio era a terra de seus habitantes os Alienistas)

Rápido demais as Lembraças falavam sem parar
e "As Coisas,Tristes,consideradas sem ênfase"
estavam a beira de serem livres
Indefiníveis
Consumava a evolução num.
Gravitacional vagaria
Falava as últimas a mente: -mor(te)derna, moderna...
Até que como um estrondo
Voz derradeira e volátil saida de qualquer "inspaço" decretou:
-Que não haja luz!
E a mente se apagou!

( o resto é silêncio...ainda é silêncio... continua sendo silêncio... agora é escuridão!)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Poetas Marginais

Estava procurando a marginalidade poética por esses dias
E não a encontrava
Não atentei para a televisão ligada
e atentando
Vi o que procurava
Vi reais marginais
A serem indicados por câmeras e cenhos de reprovação
E eles na profundeza
Minando lirismo
argumentavam calando
E recebendo a execração cidadã

Ninguém percebia que naquele momento
As proximidades eram tão próximas que
Não haviam Margens
Mas por questão de definir o torpe
Se indicavam ali, televisionamente,
Os Marginais, e pediam-se os seus pronunciamentos

Eis que surgiria
a anunciação para a purgação alheia!
Os marginais guardavam no fundo de suas culpas
A identidade geral da poesia
E por assim dizer a chave de ouro
Das compreenções
E isto iria se justificar
Agora
No limiar das suas opiniões

Microfones, luzes, espelhos midiáticos
E a Ira dos cenhos bem
Insaciáveis

Um do bando
levantou a cabeça e assim acabou ficando
totalmente nu, pois o rosto era a única roupa que lhe
haviam permitido usar, era o início das punições
Este que levantou a cabeça anunciou
o lirismo marginal que todos esperavam
e com isso representou e foi o mundo

A beira dos microfones ele traçou um sorriso irônico
e sonorizou do fundo da alma um rosnar,
e alto todos os outros, compreendidos,igualmente
rosnaram para as câmeras acusatórias
não fazendo se entenderem

Ditavam socialmente a perspectiva
da arte
e assim foram poéticamente, verdadeiramente, humanamente
marginais, marginais, marginais.

obs: todos os outros sem se entenderem na poesia marginal, distaram-se!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Vá sina definir os males!

As razões espreitadas griparam!
E precisam Espectar a alta visão
Um remédio natural seria o não
Mas In bula oficial
descreve-se que melhores
Lugares, lugares comuns, resolvem
E não causam maiores incômodos.

Tá certo, vou andando por enquanto
com a vermelhidão
Dos narizes, elegantemente solucionado
E aos poucos me sentido aliviado:
O cheiro me volta como sentido
Entopimentos vão sendo sanados
Minha ida ao Lugar,
que têm impressão de volta
resolve-me.

Pequeno- peco
-Médio me equilibro
-Burguês me acuso
Saio disto?, saio não
Se sair gripo de novo.

domingo, 12 de setembro de 2010

prece blasfemática a tudo que até hoje foi construído

que divindades suprimidas em uma ou mais de uma permitam-me ser contraditório, para que possa representar a real projeção de meu espírito em todos os meus atos, porque creio ser o espírito alterável, incompleto e ingênuo perante a suspensão dos corpos todos.

que eu possa apalpar com volúpia o infindável-lexical, pois todo o sentido foge rápido demais quando percebido. Que nesta tara pecaminosa de tentar me expressar eu seja sempre pobre, mas que meus olhos fitem o talvez magnífico que é o inefável.

que eu fique entre o isento e o trágico, comendo a ponta dos meus dedos na busca do brinde codificado que são esses gestos que nada dizem, pois no querer dizer nada está contido o querer dizer, e neste ALGO.

que eu agradeça algum dia esta maldição...
que os olhos carbonizados de ver a verdade não sejam olhos meus, pois tudo é um pretexto para matar de forma enlouquecida aquilo que covardemente não matamos em nós mesmos porque não gostamos da dor.

que assim universalmente eu pense em não pensar, não há modo de não sermos egoístas com qualquer outra coisa não humana, pois neste pensar universal Penso e qualifico tudo. Necessito ser o valor significativo.

que eu finalize, corte a angústia de tentar convencer, seja dois em mim, ou três, ou seis, ou três de seis num abraço amável com a minha irmandade humana oposta: um tal  líquido  Bondoso que as vezes seco está, preso está, explodido está na revelação dos sentimentos todos.

...algo como um assim seja

...algo para resvalar de vez a minha mente...

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

1.A Cicatriz e a Ferida de um narcisismo que existe no lado esquerdo dos nossos peitos (a língua sobrevive assim)

1.1Conversa com o Vento (texto escrito a alguns anos de dias ou alguns dias de anos)

Gostaria de transcrever os meus pensamentos e nunca mais lê-los, nunca mais ouvi-los. O escrever serviria como uma fuga num dia de muito enfadamento do mundo. Mas em mim e em todos existe uma “medida de gostos”, os gostos que me promovem são os mais importantes. Sempre se sobrepõe o segundo gosto ao primeiro.
As pessoas "definidoras da vida" diriam de forma imediata demais( e  também como herança  cultural da moralidade clássica) que esse meu primeiro gosto seria humildade, mas queria perpassar a humildade,(ou egoísmo?) gostaria de nem pensar em humildade(ou egoísmo?), ser livre?, não!...não definiremos liberdade, vamos não tentar fugir dessa meta que deveria não ser estabelecida mas que na contradição minha estabeleço.
“Os gostos mais importantes” aqueles que me promovem. Falando sobre isso eu queira mais uma vez  talvez conflitar com o mundo. No plano da "objetividade" eu não estou mais!”

...risos... sisos...em homenagem a objetividade...

obs: talvez qualquer Lispector (original ou transmutado(a) ) esteja a beira de um lago  fumando: 1)viciosamente sua vida em cigarro metafísico 2)e em contemplação eterna da própria face refletida.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Escapei da fuga do encanto (Tempo das Cigarras)

Já duram dias que ouço
o canto da morte
em qualquer uma dessas Cigarras que me perseguem,
É o tempo delas.

Dar ouvidos foi o que me orientou
a percepção do canto,
e de repente iniciadas
,Ininterruptamente,
elas vem pesar sobre o meu espírito.
Ainda não anunciam nada,
só sonorizam
presságios ou intuições.

É que Creio serem as Cigarras
responsáveis por Velarem
o estado Neutro
de um corpo já inútil
por apenas ser corpo,
e se encontrar sobre
imprecisos sete palmos de solidão,
depois de todos os vivos o terem feito
suas ultimas homenagens.

Entre as vozes e os sons das coisas
perde-se a audição
e as Cigarras parecem não existir,
mas elas sempre velam a neutralidade nossa.

Temeroso não deve ser
o encontro ao Canto
pois conto com contatos físicos(e extra)
para me convencerem estar existindo.

Selou-se!
Selou-se certamente!,
Selou-se em minhas impressões!,
Selou-se em ilusões!,
Selou-se o silêncio!

Por favor uma Desconfusão!

a um ladrão, a um político, a um cidadão:

a Ética se preocupa com reflexão da Moralidade!

mas antes reveja as tradições!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Sobre as linhas retas reveja as linhas retas

Guarda esses instantes
Onde todos os corpos se desfazem
Porque os Ares são Indefiníveis
Mesmo significando essa definição

Afoga as luzes do seu estado
O Dia vem sempre acabando
Na medida em que vai sempre chegando
Simplifica a Loucura
Pois a Razão fatalmente firma esses
risos ilógicos
Do Lunático

Fecha a conta e prega na parede do Eterno
Entorpece a Dívida
Da viagem ou fuga
da Realidade
Esmorece nu
sendo-se
Agarra a Velocidade
solto,
Perdido
fica em algum
lugar da sua Consciência:
Sentidos não podem
tomar a forma das coisas
Circunscritas:
Em cheiro, em gosto, em tato,
em áudio e visão , em racionalização!

Cala-te e deixa o Ar não entrar,
se reconheça Espaço Vazio

Mistério é o lado mais forte do Descoberto,
Simboliza micro e macro das estruturas
sempre iguais:
de uma Folha ou do Universo
Agora permita a Entrada gratuita de Todos
ao Mistério
As possibilidades são pacotes lacrados
e sem remetentes
Neutraliza as Permissões
e respirando
Diz Sempre Para Não Dizer

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

O Comedor de Plásticos (um conto alegórico que preza pela relativização deste conceito)


-Estivemos todos um dia a falar de náusea nesta “nova” tendência de se apaixonar pelo caos

    Deitado no piso da sacada do apartamento onde mora e mastigando, monologava em voz alta o neto do profeta, só para contrariar a crença que o avô tinha em destinos pré-determinados e que lhe eram divinos presságios.
    Seu avô, profeta do lucro próprio, dissera o seu sonho no início de um futuro império e agora o seu neto de vinte e poucos anos lembrava sua fala ou lembrava o que o pai  lhe tinha dito sobre a fala do falecido avô. A lembrança da lembrança da fala do avô era:

- A matéria sintética será a liga deste mundo cada vez mais moderno!

     Olhava o céu e calava. Logo mil vozes lhe falavam por dentro. Reflexo destas mil vozes era a sua rotineira e despercebida mastigação de vários plásticos fabricados, que lhe resultariam em breve em um grande buraco no estômago, pois aquele movimento impensado de mastigar algo que nunca seria encarado como alimento só liberava ácido gástrico para digestão de coisa nenhuma. As suas mil vozes internas, o anseio, a tentativa de lembrar e a limitação do conhecimento eram nada, e tudo isto era como o plástico em sua boca. Mas algumas vezes lhe acontecia de em uma hora qualquer percebendo que estava mastigando um plástico “morto” (resto ou não de um produto já usado) parar e imediatamente dizer:

- Oh não! Meu estômago!

...E logo em seguida emendar:

- Não faz mal, estava me impondo sobre a matéria sintética globa-alguma-coisa em que vivo: plástico!

...E acabava nostalgiando :

-Que saudades do meu velho avô que eu nunca vi!

...E depois criando a sua impossibilidade:

-Só ele, meu falecido avô, me explicaria sobre o sentido desta matéria sintética.

E por fim cuspia a matéria sintética.

     Esse pobre espírito contrariador tinha fé na irrelevância de tudo. Seus olhos captavam a dissipação das coisas transfigurada na ordem casual dos números em calendários.
    Quando criança, poderia sim ser justificável seu vício por mastigação de plásticos, principalmente embalagens de qualquer coisa, tampas de canetas, borrachas e os seus brinquedos, porque qualquer criança investiga e faz o diagnóstico do mundo pela experimentação das coisas que são neste mundo ingeríveis, não-ingeríveis e tornadas ingeríveis. Já nesta situação juvenil de vinte e poucos anos, esse hábito primeiramente despercebido e depois já aceitável por ele, era encarado pelos outros com total estranheza, o que acabou por lhe fazer afastar desses outros que eram comedores de coisas tachadamente “normais”.
      Ele viveu a vida toda nesta prática. Para ele não bastava só viver e comer coisas plásticas no sentido figurado, como bastava para as outras pessoas, mas sim literalmente mastigar e as vezes comer o plástico bruto. E Vejam que a criança que se tornou jovem inevitavelmente  ia para vida adulta até  o estado de  agora: um homem formado e bem sucedido, porque é o dono de várias fábricas herdadas do império que o avô um dia sonhara. Não só fábricas, mas distribuidoras e lojas da matéria sintética um dia visionada pelo profeta como a liga do mundo e a síntese da sua riqueza. O avô!... Um dia!...A liga do mundo!...
     Contrário a tudo e herdeiro dessa contrariação, ele explodia na execução de seu fetiche vicioso. Consumindo tudo quanto era cultura pop ele mastigava, passando os vários canais da sua televisão ele mastigava, participando da prostituição das pessoas paradas em cada “esquina” vendendo sexo ele mastigava, pensando na insistência desse modelo de reciclagem desgastante ele mastigava, pensando na dobra dos cabelos penteados de toda a sua família e nas suas maquiagens e na piscina e no fast-food ele mastigava, pensando na quantidade de sua memória ele mastigava, pensando no tamanho da sua idiotice ele mastigava, pensando em como não conseguia pedir o perdão ele mastigava, perturbado pelas suas várias vozes internas ele mastigava, perturbado em pensar ele mastigava.
     Ele estava melancolicamente feliz de ter se apaixonado pelo caos, de viver as tendências da sua geração e de estar passando da idade dos 60 e nunca ter nauseado por mastigar plástico. Por não nausear, se orgulhava, pois isso lhe afastava da possibilidade de um dia poder vomitar. Seu trabalho era o de todos os outros, o trabalho de só falar sobre náusea, o de talvez escrever sobre náusea, não! não! Ele não era metido a escritor, ele só monologava e habilmente mastigava. Se a memória não falhasse, como sempre lhe falha ele talvez lembrasse (e abriria sorrisos por verificar que não tinha sido incoerente em suas idéias) que quando jovem ele disse em voz alta num de seus monólogos:

-Estivemos todos um dia a falar de náusea nesta “nova” tendência de se apaixonar pelo caos

    E olhem: As tendências nunca mudam, nunca cansam, nunca morrem, são o plástico reciclável, são o império que vai do avô até a criança, tornada homem, tornada de novo avô. Mas (e há sempre um mas) o homem morre, e de tanto amar o plástico morre de gastrite do nível mais alto: úlcera ou câncer, pois o rombo no estômago é irreversível.
    E aqui agora, jaz o Comedor de Plásticos, herdeiro de um grande império que passará aos domínios de outro. Jaz vítima, em plena praça, dum Shopping Center rodeado de estabelecimentos de venda, muita venda, vendado e engasgado por seu sangue, molhado em lágrima, com dentes deformados, com mandíbula deslocada, em seu terno de trabalho, com as chaves do carro que deixara aberto em uma rua qualquer, com o buraco no estômago cultivado desde a infância e literalmente cheio dos mais variados tipos e insabores da liga do mundo cada vez mais moderno.

Obs: Se estivesse a falar num primeiro plano sobre a vida, num segundo estaria falando essencialmente sobre a morte. Como falo sobre morte num primeiro plano quero na verdade falar sobre vida num segundo.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Enfim... Os Restos de uma Super-Nova são a nossa existência (em nove atos do meu dia transpostos ao horário regular de Manaus)

*04h30min(ATENÇÃO: grita o Dia)

Fastio e cenário
Onde padronizei
O ideal da Felicidade (!/?)

*08h00min (previsão do tempo)

Some um pouco o sol,
Nuvens ameaçam
se evaporar,
Mas sempre estão
neste lugar
Nunca chove!
só a ameaça rompe,
para dar o prazer
do comentário:
-Acho que vai chover!

*09h30min (ações metafísicas)

Olá!
Bom dia!
Como você está?
Até mais!
Vejam lá!
Aqueles são os papéis
e suas localidades
Lá se vão:
em costas,
em pastas,
em caixas,
Multi-Mudas
de abarcarem palavras,
vão em passos nossos
São dados
essenciais
para os argumentos
Multi-Mudos
Esse Horizonte
vai sempre
Ser inalcançável
como um Carrossel
velozmente rodado
Turvando as Imagens( 2.1)
Das tentativas de ver
Contra o Impulso
de quem quer ir
Contra

*10h00min (Ilusões reais das Ilusões)

Um Racho rachando
o céu azul (?/!)
sinais de infiltração( ?/!)
ou a casca não mais resistindo( ?/!)
Sai um Facho
faiscante de luz(?/!)
que cega(?/!)
ou completa a verdade inabalável(?/!)

*12h00min (posição de ataque que impõe a posição de defesa)

-Não quero ainda entrar!
me deixa um pouco mais lá fora!
Quero mais imagens! (2.2)
Quero o Colo
do Descanso
da Isenção
Ver como aquele marido
Em sua Natureza
Reprime suas mulher,(ainda)
e na Lógica Fálica
Reproduz,
como reprodutor
que é,
uma nota de Observação:
-Ela tem tudo! Porque eu coloco dentro de casa

*14h00min (depois do almoço, no susto de uma cochilada involuntária)

Acho que antes do almoço
me peguei pensando
que podia conquistar o mundo
e depois me toquei estar num domingo,
em impressões de ter vivido isso antes,
Semana passada
Talvez
Fosse tudo muito
(mais /mas) conflitante

*17h00min (na sarjeta me pronuncio sobre o noise e o nonsense)

Queria ter o domínio
total do outro,
(sobre um espelho)
e de suas reações
Transeunte na rua,
Figurante importante,
Questão de crânio:
porque sem necessidade vivo necessariamente vivo( ?/!)

*21h00min (fusão do problema e da solução)

Vivo!
Embuste
para fortes e fracos
que faz explodir
minha cabeça
Uma taça
de Dipirona Sódica
para mim!

*00h45min
))Amarguei essas palavras do alívio da dor de cabeça(deveras sentida) fingida, apenas para finitar papéis digitais((

Vou dormir
Mas vai levar
Pelo menos umas três horas
Até lá.
Até lá
quero ver se ouço
De novo
O Dia gritar


Obs: Imaginem aqui que o velho Bob Dylan irá executar a Música sobre “a resposta que paira ai pelo vento”(Blowin’ in the wind) em rotações drasticamente mais lentas.Ouçam!...sua gaita gritou aterrorizantemente. Um grito da velocidade do universo INFINITO.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Eu Coveiro, Ela Permeio da Terra!

E o ponto final ia se dando a ela
Olhos fundos que de sofridos e dilatados acastanharam-se
Um aperto constante no seu pequeno coração
Um aperto para esmagar

Ela verdadeiramente teve espasmos de dor:
Contorcidamente Convulsivava
Seria toda um não destino lutando
Gritando pelo coração que se lhe ia esmagando

Num dia apático para se ir acostumando a morrer
Rejeitou os corpos externos para sobreviver
E Oposta a escolha arranhava nos gritos que dava
O Sentimento nulo de nossa inutilidade
Nossa inutilidade, nossa fragilidade...
Em excesso de pêlo, do corpo, da matéria
De nada, oco e ido, explodido por dentro como um enfarte

Agora que finalmente expira, lhe volta a calma
Por instantes a alma do que foi
e nos olhos voltados ao azul dorme
posta leve, pesadamente leve
e só nós lamentamos, e só nós choramos
pois ao lado, indiferentes ao turbilhão racional humano,
se põem a lamber ou a saudar num não pensar
uma cadela e uma gata que ficam no plano doméstico da resistência

É o fim, é o barro, o barro aberto em buraco
que se fecha e encerra a saudação
e só deixa a Saudade!

“À gata Lilite (e tantas outras) morta envenenada na quarta-feira por UM anônimo frio ou por causa acidental”

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Obras de emancipação de nossos pisos (modelos impostos)


       ...Eu vou concretizar a minha vida...
       ...e depois cobrir de cerâmica...
      ...cimento, cimento, cimento... cerâmica!


                                      (a terra, a lama, o mato não são o ideal modelo contemporâneo)

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Marco Zero (cúmulos acumulados na testa franzida)

e Ele fora ter um diálogo consigo
Instalado na aura das suas certezas
e Ele, segundo, era eu relevando

e Dissera que revoluções eram economicamente destruidoras
e Dissera que peões é que comandavam o jogo de xadrez
e Dissera ser ele mesmo um peão
Vamos então coloca-lo a frente dos chefes e ver

e Era tudo muito risonho e combinado
e A água ambiente me parecia corrente e viva
Pelo seu verde, pelo seu azul,
também pelo seu castanho
Mas tudo era de natureza morta
Constatada ao querer ser mergulhada

e Vagamente concordei com a vez passada:
Porque senão eu que sou todo vezes
perderia a dupla identidade de uma conversa de final de tarde
e Apenas Sins a me concordar, e Nãos a me apoiar as vontades!

e o Agora, sempre o agora:
Ao me por em conflito comigo mesmo cria o Marco Zero
e incita a raiva do eu de mim:
Ao ponto de me deslocar com violência
e de me ver a ser revolucionado

Mas entre as Horas,
só horas são permitidas
e suas passagens
e minhas viagens aos mundos,
Por apenas serem viagens!




   "depois de ter destruído a estabilidade
                                                            olho do topo da destruição
                                                                                                      o reinício"