sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Depois que acorda!


Quando dormes tudo para
Quedas amortecem no cansaço
Sonhos engrandecem nomes
E fomes, fomes são finalizadas
Quando dormes!
Tens o leve sorriso terno
Sonhando, 
tens o breve momento
Que a pele necessita
Hesita do abandono
Dona do meu ombro e do meu pensamento
Quando dormes!
e nem se vê dormindo
E nem me vê te vendo
E quando acorda
É belo o dia
sempre será
Do teu sonho!

Dor-mentes


Alteração
Nem Percebida
do dia
Interno em mim
Nem percebida
 e que escrevo...
Não insisto em desistir,
Desperto
as pupilas Dormentes
Aceito
o choque térmico
do acordar
Forço
os músculos Dormentes.
A Luz é forte
 e queima de vontade
 a sensação
de Dormir

A Sombra


Para dentro do corpo há jardim
Vale e fim de tarde
 A Noite-nascente sai do corpo e toma
Toda a forma que sobra
E toda forma é infinita
E não há como ver fim das coisas
Só a sombra.
Pra sempre
a sombra cria nosso mistério
e aporta nosso descanso.

Que Neurose Freud!



Fala o Andróide Andrógino morfinizado que dopado segue a linha de produção, confusão, da neurose.

“Que neurose das bocas que não param de alvejar sobre o peito os pinos da opinião cega.  Homicidas do vasto campo de possibilidades da vida. Do vasto campo de escrever com outras palavras. Em cada esquina anunciam que vão morrer e nunca morrem - Fica um punhado de suicídio lírico, ficam meio baixos os cílios que destilam a melancolia poética de todos os tempos. Eu  também, eu também quero morrer agora! Mas tenho  marcado um encontro contigo daqui a pouco, e nós vamos curtir a noite, o dia, o intermédio do nosso porre: o sereno e obscuro quase claro céu de sensação da madrugada.
Mas eu quero morrer sempre!
Que Neurose!
Minha Neurose é a fé de caminhos nublados que fazem eu continuar!"

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Fenda

Compositor, Poeta, Professor, Místico, Vidente, Galã, Maquineiro, Carpinteiro, Florista, Ambientalista, Revolucionário, Terapeuta, Psicólogo, Bêbado, Louco, Viajante, Guitarrista, Religioso, Suicída, Catador, Churrasqueiro, PesquisaDor, Solista, Luísta, Capitalista, Farsante, Amante, Nulo, Lápis, Papel, Chão, Céu, Astrólogo, Signatário, Sócio, Identificado, Ladrão, Juiz, TrabalhaDor, CultivaDor, Demônio, Naturista, Deus, Formalista, vai e vai e vento e tempo e espaço vasto, e Fenda? Fenda!

sexta-feira, 2 de março de 2012

Amor!

Você se opõe a tudo que escrevi
até agora nesse espaço
é o que eu sempre quis imaginar de belo
e real.
tá lá toda a poesia séria
de viver feliz nos teus olhos
me agarro a ela,
eu que fui só não sentido até então
"Ator doado pelo risco eminente da vida
Partindo sobre o por do sol:
o céu e as estrelas da noite.
A noite foi-sendo-aquilo-que-sempre-foi
Minha amiga de solidão!"